Mercado fechado
  • BOVESPA

    105.069,69
    +603,45 (+0,58%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.597,29
    -330,09 (-0,65%)
     
  • PETROLEO CRU

    66,22
    -0,28 (-0,42%)
     
  • OURO

    1.782,10
    +21,40 (+1,22%)
     
  • BTC-USD

    47.145,97
    -9.673,11 (-17,02%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.367,14
    -74,62 (-5,18%)
     
  • S&P500

    4.538,43
    -38,67 (-0,84%)
     
  • DOW JONES

    34.580,08
    -59,71 (-0,17%)
     
  • FTSE

    7.122,32
    -6,89 (-0,10%)
     
  • HANG SENG

    23.766,69
    -22,24 (-0,09%)
     
  • NIKKEI

    28.029,57
    +276,20 (+1,00%)
     
  • NASDAQ

    15.687,50
    -301,00 (-1,88%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3953
    +0,0151 (+0,24%)
     

Ex-presidente da Petrobras diz que sofreu pressão política para conter alta de preços dos combustíveis

·2 min de leitura

RIO - O economista e ex-presidente da Petrobras Roberto Castello Branco admitiu, em entrevista ao jornal O Estado S. Paulo, que sofria pressões políticas para conter o aumento dos preços dos combustíveis e que o presidente Jair Bolsonaro defendia o interesse dos caminhoneiros, categoria que critica os reajustes.

- As pressões se acumularam no primeiro trimestre de 2021, mas também não foram atendidas - disse o executivo.

Castello Branco contou que esteve em comissões no Congresso para explicar a política de preços da Petrobras e que os parlamentares teriam ficado satisfeitos com a explicação, mas não o presidente da República:

- Acho que os parlamentares ficaram satisfeitos com as minhas exposições. Agora, o presidente tem os caminhoneiros autônomos como seus apoiadores. Então, ele defendia os interesses do grupo - afirmou.

O ex-presidente da Petrobras também revelou ter sofrido pressão em outras áreas:

- Houve alguns pedidos relacionados a gastos com publicidade e à nomeação de pessoas, que eu rejeitei. Comuniquei não só aos meus diretores, mas ao conselho de administração. No fundo, essas coisas contribuíram para me desgastar junto ao governo, mas não me arrependo um milímetro do que fiz.

Privatização da Petrobras

Castello Branco deixou a Petrobras em xx e foi substituído pelo general Joaquim Luna e Silva. Sobre seu sucessor, ele disse ser "difícil colocar uma pessoa que não tem vivência de gestão de negócios" no comando da companhia. Mas reconheceu "o mérito do general (...) porque ele não mudou nada".

Castello Branco também defendeu a privatização da Petrobras, dizendo que "uma sociedade de economia mista é um modelo híbrido inviável". Lembrou que o Estado brasileiro detém cerca de 37% do capital da empresa. E que a iniciativa privada, por meio de milhares de investidores, detém 63%.

- Mas o governo se acha o dono da Petrobras, o presidente da República diz que ele é o dono da empresa e quer proceder como tal, desobedecendo regras e regulações. Esta é uma confusão que políticos fazem, que o dono da Petrobras é o governo. Não, não é o governo. É o Estado brasileiro, a sociedade, somos todos nós.

Por isso, diz Catello Branco, "não faz sentido tirar dinheiro da Petrobras para subsidiar o consumo de combustíveis por determinados grupos".

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos