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Ex-monge e guru de Will Smith e Gwyneth Paltrow, Jay Shetty lança livro no Brasil e fala sobre 'falsa positividade'

·4 minuto de leitura

Num papo intimista, Will Smith foi direto: enquanto emergia como uma das maiores estrelas do cinema mundial, sua família estava “péssima”. Gwyneth Paltrow, sem pompa e quase sem maquiagem, contou que a melhor coisa de ganhar o Oscar foi perceber que a estatueta não vale nada. Tais celebridades não abriram o coração desse jeito para um grande entrevistador ou apresentador de sucesso da TV americana. Elas falaram com Jay Shetty, de 33 anos, o guru de autoajuda do momento, que lança agora no Brasil o livro “Pense como um monge”' (Sextante). A obra já vendeu um milhão de cópias no mundo e foi indicada ao British Book of the Year 2021.

O livro é a aposta off-line do ex-monge londrino que despontou neste competitivo mercado da busca pela felicidade com uma robusta estratégia digital que mistura filosofias milenares de autoconhecimento com linguagem pop. Seus vídeos cheios de referências para millennials (pense em montagens com efeitos especiais do guru sendo o professor de meditação do Thor, em “Vingadores”) hoje alcançam 11,6 milhões de seguidores no Facebook e 8,3 milhões no Instagram. É dele também o podcast “On purpose” (“De propósito”, em tradução livre), em que recebe nomes como Gwyneth e Will, além de Kobe Bryant, Gisele Bündchen e outras estrelas, para bater papo sobre exercícios de respiração, autoconhecimento e atenção plena, temas que também aparecem no livro.

— Transpor as mensagens da internet para o papel foi uma das coisas mais animadoras que já fiz. Queria um espaço onde pudesse pegar um vídeo e desempacotá-lo em várias páginas. Pude desenvolver e aprofundar ideias e dar passos para que se tornem aplicáveis à vida das pessoas — conta Shetty, hoje morador de Los Angeles.

No livro, ele explica por que teria autoridade para falar como um monge. Shetty diz que viveu num ashram na Índia depois de ser “fisgado” por Gauranga Das, monge que deu uma palestra na faculdade onde estudava. Assim que terminou a graduação, ele deixou a Inglaterra, se mudou para perto do mestre, onde permaneceu por três anos.

— Quando estava no ashram, testava os meus limites de diversas formas. Fisicamente, me esforcei um pouco demais e fiquei doente por alguns meses. Enquanto me recuperava, um dos meus mestres falou que o objetivo que eu queria alcançar provavelmente seria mais bem feito no mundo exterior. Foi doloroso de ouvir e extremamente difícil de sair de lá — lembra Shetty, que hoje também dá cursos de coach com mensalidades a partir de US$ 675. — Por anos, mesmo antes de me tornar monge, sempre gostei da ideia de combinar sabedoria antiga com ciência moderna e compartilhar isso de um jeito novo e atraente.

Uma das estratégias é sempre trazer frases “instagramáveis”. Em nossa entrevista, ele usou uma do escritor Mark Twain (“A comparação é a morte da felicidade”) ao comentar sobre como as redes sociais podem ser uma fonte de angústia ou um feedback eficaz de trabalho, a depender do quão consciente se está de si mesmo. Mas, voltando às frases, elas já lhe renderam algumas dores de cabeça.

Altruísmo e plágio

Alguns dos posts de Shetty com pílulas de ensinamentos foram acusados de plágio. Pouco depois da denúncia, feita por uma youtuber, ele os apagou e tem sido mais cuidadoso com créditos. No livro, inclusive, há uma nota do autor dizendo ter se esforçado ao máximo para citar fontes originais, mas não respondeu nossas perguntas sobre o caso.

Na pandemia, Shetty tem usado seu canhão de mídia para ajudar a Índia, uma das regiões mais afetadas pela Covid-19 no mundo. O país que o acolheu por tanto tempo agora recebe a retribuição do ex-monge com a campanha “Help India Breathe” (“Ajude a Índia a respirar”). Até o momento, na lista de doadores estão Shawn Mendes, Ellen DeGeneres e Camila Cabello.

Shetty tem consciência de que é difícil praticar a gratidão e solidificar os propósitos em crises extremas.

— Quando as pessoas estão em profundas dificuldades, apenas perdoarem e serem gratas não ajuda. Se mentimos sobre uma falsa positividade, nosso cérebro sabe. No fim, só nos faz sentirmos piores. Por isso, é importante entender os sentimentos e as dificuldades, eles são reais. Não queremos suprimir os pensamentos negativos, nem alimentá-los.

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