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Ex-ministro da Saúde pede que TCU investigue vídeo de órgão público contra máscaras

Natália Portinari
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Deputado Federal e ex-ministro Alexandre Padilha
Deputado Federal e ex-ministro Alexandre Padilha

BRASÍLIA - O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), ex-ministro da Saúde, pediu nesta sexta-feira ao Tribunal de Contas da União (TCU) que investigue um vídeo publicado por um órgão público ligado ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) em que é alegada suposta "nocividade" do uso de máscaras.

O material, da Fundação Alexandre de Gusmão, diz que máscaras podem causar infecções no cérebro, entre outras afirmações sem base ou comprovadamente falsas. O pedido do deputado frisa que as declarações do vídeo contrariam recomendações de órgãos como o Ministério da Saúde e a Fiocruz.

O uso de máscaras é recomendado por autoridades sanitárias em todo o mundo como uma forma eficiente de combate à disseminação do coronavírus. Supostos efeitos nocivos como os citados no vídeo não são comprovados pela ciência.

"Inconcebível que um órgão público da relevância da Fundação Alexandre de Gusmão possa servir de foco de disseminação de informações falsas em expressa afronta ao caráter educativo, informativo ou de orientação social", diz o documento assinado pelo deputado federal e enviado ao TCU.O vídeo publicado pela fundação é parte do seminário virtual "A Conjuntura Internacional no Pós-Coronavírus". O palestrante, Carlos Ferraz, é identificado como professor de filosofia "cedido para a Secretaria Nacional da Juventude do MMFDH" (Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos).

Procurado, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a fundação não responderam ao GLOBO sobre os custos do seminário e se irão manter o vídeo no ar. O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos também não respondeu.