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Ex-músico de Pixinguinha faz vaquinha virtual para gravar novo disco

·2 min de leitura

RIO — O cavaco que chorava na última formação da banda do maestro Pixinguinha (1897-1973) era o de Mestre Siqueira, de 84 anos. O músico, cantor e compositor, morador de Maria da Graça, também tocou ao lado de Cartola (1908-1980). As sete décadas de serviços prestados à música são motivo de orgulho e de entusiasmo para seguir em frente. Aposentadoria? Só do expediente como funcionário público. Para criar canções e soltar a voz, o artista segue na ativa, firme e forte. Prova disso é que está fazendo uma vaquinha virtual para arrecadar o valor necessário para produzir o terceiro álbum de sua carreira. Os interessados em colaborar devem acessar benfeitoria.com/mestresiqueira.

O novo disco do ex-integrante da Velha Guarda da Mangueira, apaixonado por samba e chorinho, sofre forte influência destes ritmos, assim como da MPB.

— Eu tenho composições prontas para pelo menos mais dez álbuns. Estou sempre fazendo música. Comecei a tocar aos 14 anos e não parei mais. O meu principal instrumento é o cavaquinho, mas o primeiro foi o acordeom, que também é uma grande paixão na minha vida — diz. — Toquei com muitos artistas, de diversos gêneros musicais, fiz parte da Velha Guarda da minha escola do coração por 30 anos, mas, de uns tempos para cá, mesmo antes da pandemia, já tinha diminuído o ritmo de apresentações. Quero fazer shows para lançar o meu próximo disco, mas, claro, com uma agenda adequada à minha idade.

Siqueira só guarda boas recordações da época em que dividiu o palco com grandes mestres da música:

— Bebi da fonte do Pinxinguinha. Aprendi muito com ele, que sabia absolutamente tudo. Cartola, eu conheci na Mangueira. Foi um prazer tocar com ele.

Seguir trabalhando com música é o que move o artista pernambucano, que chegou ao Rio com apenas 14 anos.

— Comecei a tocar assim que cheguei aqui. Amo a música, mas sempre tive em mente que, mesmo sendo um artista profissional, precisava ter um trabalho que me desse um salário certo todo mês, um suporte financeiro. Nunca quis ficar nas mãos da música. Então, trabalhei por 37 anos no serviço público — conta.

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