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Ex-Google quer reformular grandes empresas de tecnologia

·2 minuto de leitura
Timnit Gebru é uma das principais vozes que trabalham com ética em inteligência artificial. Sua pesquisa explorou maneiras de combater preconceitos, como racismo e sexismo, que se infiltram na inteligência artificial por meio de dados e criadores falhos. (Sean Gallup/Getty Images)
  • Timnit Gebru deixou gigante da tecnologia após publicar um artigo criticando os produtos

  • “A linha de base é a proteção do trabalho e proteção de denunciantes e leis antidiscriminação”

  • “Eles estão usando o Google Tradutor ao examinar refugiados”

Timnit Gebru é uma das principais vozes que trabalham com ética em inteligência artificial. Sua pesquisa explorou maneiras de combater preconceitos, como racismo e sexismo, que se infiltram na inteligência artificial por meio de dados e criadores falhos. No Google, ela e sua colega Margaret Mitchell comandaram uma equipe focada no assunto - até que tentaram publicar um artigo criticando os produtos do Google e foram dispensados. (Gebru diz que o Google a demitiu; a empresa diz que ela renunciou.) Agora Gebru, fundadora do grupo de afinidade Black in AI (Negros na Inteligência Artificial, em inglês), está buscando patrocinadores para um grupo independente de pesquisa em IA. As chamadas para responsabilizar a Big Tech por seus produtos e práticas, diz ela, não podem ser todas feitas de dentro de casa.

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Questionada sobre como seria possível deixar a inteligência artificial mais justa, Gebru explica: “A linha de base é a proteção do trabalho e proteção de denunciantes e leis antidiscriminação. Qualquer coisa que fizermos sem esse tipo de proteção será fundamentalmente superficial, porque, quando você pressiona um pouco, a empresa desiste. Aqueles que aproveitam ao máximo sempre serão pessoas em comunidades específicas que passaram por alguns desses problemas”, em entrevista para a Bloomberg.com.

Inteligência Artificial mais igualitária

Para ela, a inteligência artificial precisa de outras visões e mais segurança, para que seja possível tratar a todos de uma forma mais igualitária e compara com carros. “Você não tem permissão para vender um carro e estamos vendendo milhões de veículos, então não podemos garantir a segurança de cada um. Ou então, estamos vendendo carros em todo o mundo, então não há nenhum lugar onde você possa reclamar que há um problema com seu veículo, mesmo se ele entrar em combustão espontaneamente ou mandar você para uma vala. Eles são mantidos em padrões muito mais elevados e têm que gastar muito mais, proporcionalmente, em segurança”. Gebru aponta que várias empresas simplesmente colocam um produto no mercado, mas não analisam nenhuma das hipóteses de que isso seja sado de forma negativa.

A ex-funcionária do Google também aponta que os governos deveriam auditar as empresas e criar padrões para o uso da inteligência artificial em larga escala. “No momento, as próprias agências governamentais estão usando produtos altamente desregulamentados, quando não deveriam. Eles estão usando o Google Tradutor ao examinar refugiados”, completa.

Gebru, que é imigrante da Eritréia – saindo do país durante a guerra contra a Etiópia -, aponta que o uso de Inteligência Artificial para receber pessoas de outros países em solo americano é extremamente prejudicial. “Para mim, a migração é um direito humano. Você está saindo de um lugar inseguro. Se eu não conseguisse migrar, não sei onde estaria”, finaliza.

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