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Ex-funcionários do Tiktok trabalhavam 100 horas para ganhar R$ 400

·2 minuto de leitura
Tela de celular mostrando aplicativo do TikTok
Empresa pagava 14 dólares por hora de áudio transcrito

(Getty Images)

  • Funcionários do TikTok no Brasil entraram com uma denúncia contra a empresa

  • Eles acusam a ByteDance de não pagar salários e bônus

  • Cargas horárias extensas, baixa remuneração e pressão excessiva foram citadas

Ex-funcionários da ByteDance no Brasil, dona do TikTok, denunciaram a empresa no Ministério Público do Trabalho em São Paulo, alegando falta de pagamento.

Em entrevista ao The Intercept, foi revelado que a remuneração da empresa era extremamente baixa para a carga horária extensa e pressão para cumprir metas. As contratações também eram feitas de forma informal, por meio do WhatsApp, e não davam nenhuma garantia ao funcionário.

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Os contratados tinham como função transcrever o áudio dos vídeos publicados na plataforma – que costumam durar alguns segundos. Cada transcrição levava, em média, 1 minuto para ser concluída.

Entretanto, os profissionais não recebiam por hora trabalhada, mas sim por hora de áudio transcrita. Isso significa que eles precisavam somar o tempo de duração de cada vídeo e, após conseguirem 60 minutos, ganhariam 14 dólares (R$ 77).

Atingir o valor-hora, no entanto, não era nada fácil, e demandava que o funcionário despendesse cerca de 20 horas sem descanso. Um funcionário que entregou 5,16 horas transcritas – correspondentes a aproximadas 100 horas trabalhadas no mês – recebeu apenas R$ 400.

O pagamento na moeda norte-americana e a promessa de bônus, por parte da empresa, alimentaram as esperanças de que o trabalho poderia reder um “dinheiro rápido”, mas Felipe – um dos funcionários que teve seu nome alterado para não ser identificado – contou ao portal que a decepção foi grande. Além de nunca ter repassado os valores extras, o TikTok sequer pagou alguns dos contratados.

Agora, os ex-funcionários aguardam o parecer da Gerência Regional do Trabalho e Emprego, vinculada ao Ministério do Trabalho e Previdência. Até o momento, o TikTok não se pronunciou a respeito do caso.

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