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Ex-funcionário denuncia o Twitter por omitir dados sobre bots; Musk ironiza

Nesta terça-feira (23), a CNN e o Washington Post publicaram uma denúncia do ex-chefe de segurança de dados do Twitter, Peiter Zatko, em que ele descreve a negligência em relação a políticas de segurança cibernética na plataforma. Também conhecido como "Mudge", o denunciante é um famoso hacker ético e alega que se sentiu "eticamente obrigado" a revelar suas preocupações sobre a segurança às agências governamentais.

Segundo Zatko, os executivos da empresa estariam mais dispostos a encobrir tais vulnerabilidades, incluindo a deturpação de dados sobre o número real de contas de spam e ameaças à segurança, do que corrigi-las. A denúncia ainda cita que, ao omitir informações graves de reguladores do governo e de membros do conselho da empresa, representa um risco as "informações pessoais dos usuários, aos acionistas da empresa, à segurança nacional e à democracia".

O texto possui 84 páginas e foi entregue em julho à comissão reguladora do mercado financeiro norte-americano, a Securities and Exchange Commission (SEC), apresentando diversas irregularidades e ilicitudes cometidas pela empresa, incluindo quebras de um acordo realizado com a Federação de Comércio dos Estados Unidos (FTC) em 2010.

Demitido em janeiro deste ano sob a justificativa do Twitter de "baixo desempenho", Zatko diz que sua demissão foi uma retaliação por ter apontando os problemas de segurança e ter pressionado os executivos. O ex-funcionário está sendo representado pela Whistleblower Aid, mesma empresa de advocacia que representou a denunciante do Facebook, Frances Haugen.

A denúncia aponta que a plataforma apresenta diversas falhas de segurança que representam um risco aos dados pessoais dos usuários, acionistas e à democracia. (Imagem: Reprodução/Unsplash)
A denúncia aponta que a plataforma apresenta diversas falhas de segurança que representam um risco aos dados pessoais dos usuários, acionistas e à democracia. (Imagem: Reprodução/Unsplash)

O que diz o Twitter

Em resposta à CNN, um porta-voz do Twitter disse que "segurança e privacidade são prioridades de longa data para a empresa", caracterizando a denúncia como repleta de inconsistências e imprecisões e fora de contexto. A empresa reforçou o motivo da demissão de Zatko e ainda cita que a denúncia veio em um momento "oportuno" para gerar atenção e infligir danos ao Twitter, seus clientes e acionistas.

A equipe do denunciante rejeitou a descrição pelo Twitter. Em resposta ao site Ars Technica, disse que a carreira de liderança ética e eficaz de Mudge "fala por si mesma" e que o foco deveria estar nos fatos expostos e não em ataques pessoais ao ex-funcionário.

Momento oportuno para Musk

Zatko ainda acusa o CEO do Twitter, Parag Agrawal, de ter mentido sobre o real número de contas spam ativas para Elon Musk, que fez um acordo de compra da plataforma por US$ 44 bilhões (R$ 225 bilhões), em abril deste ano. Em um tweet, o CEO do Twitter disse que os bots representam apenas 5% do número total de usuários ativos mensais. Segundo a denúncia, a empresa não possui incentivos para descobrir este número com precisão, visto que o número de bots não é contabilizado por medo da reação de agências de publicidade.

O acordo de venda foi cancelado após Musk desconfiar que os números sobre spam e contas falsas apontados pela empresa não eram verdadeiros. Com o cancelamento do contrato, o Twitter processou o bilionário cobrando uma multa de US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhões), e deverá responder na justiça em 17 de outubro. Em resposta à denúncia de Zatko, Musk publicou no twitter uma imagem ironizando a situação que diz "Dá um assobio", fazendo referência ao denunciante (whistleblower, em inglês).

O momento é bastante oportuno para Musk frente ao processo jurídico contra ao Twitter, visto que suas incertezas agora são fundamentadas. Além disso, a empresa vem sofrendo com a desvalorização no mercado de ações. Somente hoje, após a denúncia, o Twitter teve uma desvalorização de 7,32% na bolsa de Nova York.

Fonte: Canaltech

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