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Ex-engenheira da SpaceX cria sistema operacional para lançamentos de foguetes

Wyllian Torres
·3 minuto de leitura

A ex-engenheira sênior de operações de missões SpaceX, Laura Crabtree, agora é co-fundadora e chefe executiva da mais recente startup Epsilon3, localizada na Califórnia. Laura, que passou sua infância assistindo a lançamentos de foguetes pela televisão, além de toda uma carreira profissional voltada para isso, afirma ter desenvolvido um sistema operacional exclusivo para lançamentos espaciais.

Momentos de crise nem sempre resultam em coisas negativas. Ao perceber que as ferramentas que queria utilizar em processos de lançamento não existiam, Crabtree, ao deixar de fazer parte da equipe SpaceX, começou a pensar em uma maneira de criar uma espécie de “kit” de instrumentos. “Comecei a procurar maneiras de ajudar a indústria espacial a se tornar mais eficiente e reduzir erros”, explica. O número de empresas como a Epsilon3 — que pretendem aumentar a performance tecnológica de lançamentos ao mesmo tempo em que reduz custos —, fundada por ex-integrantes da SpaceX, tem aumentado. Etapas como projeto, gerenciamento de missão, fabricação e operações eram executadas de forma manual. “Eles fazem software de gerenciamento de missão para os lançadores e para as empresas de satélite que serão a carga útil das empresas de foguetes”, diz Alex Rubalcava, fundador e sócio da Stage Venture Partners.

Por muito tempo, o acesso ao espaço se manteve com um alto preço de execução e, normalmente, financiado pelo governo ou algumas poucas operadoras de satélites comerciais pelo mundo. Rubalca reconhece que este mercado é inteiramente novo e cresce rapidamente: “agora, de repente, haverá 30 voos espaciais diferentes... o acesso ao espaço costumava ser escasso, caro e altamente restrito e agora não é mais nada disso”. Estima-se que a indústria de serviços relacionados ao lançamento poderá movimentar cerca de U$ 18 bilhões em 2026.

Satélites Starlink, da SpaceX, colocados em órbita (Imagem: Reprodução/SpaceX)
Satélites Starlink, da SpaceX, colocados em órbita (Imagem: Reprodução/SpaceX)

Este recente mercado também procura integrar outras empresas que ofereçam ferramentas complementares às suas. A First Resonance oferece o software usado desde a prototipagem à produção, a Prewitt Ridge fornece ferramentas relacionadas a engenharia e gerenciamento, e a Epsilon3 com seu sistema operacional para operações de lançamento. “Você tem desenvolvimento de design, manufatura, testes de integração e operações. Estamos tentando oferecer suporte a essa integração de testes e operações”, aponta Crabtree.

Embora possam existir muitas aplicações na indústria como construção e operações de usinas nucleares, energia, mineração e aviação em geral, Max Mednik, fundador da Epirus, que recentemente se juntou à Epsilon3, explica que a empresa está focada no espaço — colocando à prova o software para ver se ele funciona em ambientes mais extremos. Mednik descreve o programa como um kit de ferramentas eletrônico que controla, edita os fluxos de trabalho e procedimentos.

Por enquanto, a Epsilon3 atende a clientes como empresas espaciais em estágio inicial, como a Stoke Space. Mas a startup tem potencial de se tornar parte integrante do cenário de missões de lançamentos futuras. Adrian Fenty, ex-prefeito de Washington, diz que a empresa encontrou a combinação entre espaço profundo, tecnologia e uma tese para os sistemas operacionais integrados em todo o processo. “Muitos dos desafios aqui na Terra serão e só podem ser resolvidos no espaço. E você precisa de melhores sistemas operacionais para gerenciar o transporte de e para o espaço”, acrescente Fenty.

Fonte: Canaltech

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