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Ex-diretor do Cruzeiro prevê dificuldades na Série B: "Vai conseguir fazer 60% dos pontos?"

Alexandre Praetzel
·3 minuto de leitura
Valdir Barbosa apresentando Vinícius Araújo, quando foi dirigente do Cruzeiro. Foto: Thomas Santos/AGIF
Valdir Barbosa apresentando Vinícius Araújo, quando foi dirigente do Cruzeiro. Foto: Thomas Santos/AGIF

A CBF determinou o início da Série B do Brasileiro para o dia 08 de agosto. O campeonato terá a presença do Cruzeiro pela primeira vez, rebaixado em 2019. Obviamente, as atenções estarão voltadas para o time mineiro devido à sua história e tradição.

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Só que muita gente prevê dificuldades do início ao fim. O Cruzeiro perdeu seis pontos em punição imposta pela Fifa, pela falta de pagamento de R$ 5 milhões da contratação do volante Denílson ao Al Whada, dos Emirados Árabes, em 2016.

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O blog conversou com o ex-gerente de futebol do Cruzeiro, Valdir Barbosa. Com passagens como executivo e diretor de comunicação em três mandatos, Valdir acha que os problemas começaram na gestão de Gilvan Tavares, mesmo com títulos importantes.

“É tudo questão de involução administrativa. Vejo o Cruzeiro com duas grandes etapas. A primeira com Felício Brandi, que construiu a Toca da Raposa, concentração que serviu para a Seleção Brasileira por muitos anos e foi o presidente que montou aquele time com Raul, Piazza, Zé Carlos, Tostão e Dirceu Lopes, depois da inauguração do Mineirão, encantando o Brasil. Depois tivemos os irmãos Perrella que deram muito mais divulgação ao Cruzeiro com a conquista de campeonatos importantes como o Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil, crescendo o clube com patrimônio. O final dos dois não foi muito bom, mas pelo menos o Cruzeiro não tinha dívidas. Aí, veio o presidente Gilvan Tavares e o Cruzeiro sofreu com a má administração financeira, mesmo sendo vendedor e ganhador com dois brasileiros. Depois, Wagner Pires de Sá já com uma dívida de R$ 300 milhões. Ao invés de se estancar o que estava errado, não, ampliou-se a forma irresponsável de gestão e o Cruzeiro chegou a R$ 1 bilhão de dívidas. Isso é difícil de pagar, com uma sequela de dez, 15 anos. Tudo foi feito como forma de pensar só naquele momento para agradar torcedor, fazer média e política. Muitas vezes você mostra uma cara e a realidade é outra. O Ministério Público e a Polícia Civil estão em cima para apuração, mas já passou um ano e até agora nada foi feito. É preciso ter mais agilidade nesse processo”, afirmou.

Valdir ainda previu dificuldades para o Cruzeiro, na tentativa de retornar à Série A do Brasileiro.

“Deveria subir com um pé nas costas por se tratar de Cruzeiro. Teoricamente, é uma das melhores equipes da Série B, só que ainda não vimos o time jogar e como o rebaixamento terá reflexo. Para você subir, tem que fazer 65 pontos para não correr riscos, provavelmente. O campeonato tem 114 pontos em disputa, mas o Cruzeiro começa com seis a menos, então só tem 108. Precisa fazer 60% dos pontos para atingir 65 e isso não é tão fácil como se imagina. Vai jogar sem ter feito nenhum amistoso, com um time modificado, um treinador novo e uma responsabilidade que o Clube nunca teve, para sair desse buraco. A arrancada inicial será fundamental e os jogadores têm que saber conviver com a pressão, atuando sem torcida. Tecnicamente, é uma equipe boa e acredito muito no Enderson Moreira, um profissional que conhece o Cruzeiro. Se não subir, será um desastre”, concluiu.

O Cruzeiro ainda disputará as duas rodadas restantes do Campeonato Mineiro, onde é quinto colocado com 14 pontos, três atrás da Caldense. Os quatro primeiros passam às semifinais.

Na Série B, o Cruzeiro estreia contra o Botafogo-SP, no Mineirão.

Recentemente, a diretoria devolveu o meia Éverton Felipe ao São Paulo e contratou o meia Claudinho, da Ferroviária, e o atacante Gui Mendes, do Ituano.

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