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Ex-delegado tentou obstruir investigação contra Cristiane Brasil e Pedro Fernandes, diz MPRJ

·1 minuto de leitura
O ex-delegado Mario Jamil Chadud foi preso por suspeita de fazer parte de esquema de desvios no governo do Rio

RIO — Suspeito de fazer parte do esquema de supostos desvios de contratos de assistência social, o ex-delegado Mario Jamil Chadud tentou obstruir a investigação contra Cristiane Brasil e Pedro Fernandes, também alvos da segunda fase da Operação Catarata. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), ainda durante a primeira fase da operação, Chadud retirou do local uma série de documentos, computadores e dinheiro em espécie da sede da Servlog Rio, que pertence ao seu filho, Flavio Salomão Chadud, e à nora, Marcelle Chadud. A empresa está localizada no Shopping Downtown, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

Pai e filho foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, fraudes licitatórias, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais, além do crime de embaraçar investigação de organização criminosa. O MPRJ, por meio da Promotoria Especializada de Justiça de Investigação Penal, e a Polícia Civil do Estado, por meio da Corregedoria Geral (CGPOL), cumpriram os mandados de prisão contra a dupla, além de Pedro Fernandes, Cristiane Brasil e o ex-diretor de administração financeira da Fundação Leão XIII João Marcos Borges Mattos.

A denúncia oferecida pelo MPRJ, contendo 229 páginas, baseou-se em diversos depoimentos de testemunhas, de servidores públicos e de investigados, na confissão de investigado, em inúmeras mensagens telefônicas, planilhas, cadernos de anotações contendo escrituração de distribuição de propinas, apreendidos na 1ª fase da operação, extratos bancários, e-mails e imagens obtidas de câmeras de vigilância, material que instrui mais de 30 volumes de procedimento investigatório.

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