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Ex-combatente da Segunda Guerra e sobrevivente do Holocausto são vacinados contra Covid-19

Geraldo Ribeiro e Marcos Nunes
·2 minuto de leitura

O ex-combatente João Amaro dos Santos, de 95 anos, serviu na Marinha brasileira e lutou pelo país na Segunda Guerra Mundial. Nesta quarta-feira, dia 20, João Amaro venceu mais uma batalha. Depois de ter se curado da Covid-19 no início da pandemia, o morador do Bairro Paiol, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, foi a primeira pessoa a receber a vacina na cidade.

Ele não reclamou de dor após receber a picada da agulha e disse que o gesto simbolizava uma nova vitória.

— Não doeu nada. Já vencemos uma guerra, agora estamos vencendo outra — afirmou o idoso.

Ao todo, o município de Nilópolis terá à disposição, nesta primeira fase, 11.290 doses da vacina. Serão imunizados idosos e profissionais da área da saúde.

Num abrigo da Zona Sul do Rio, a lituana Rosa Szklarz, de 93 anos, também foi imunizada. Sobrevivente do Holocausto nazista, ela chegou a ficar presa em campos de concentração. Dona Rosa veio para o Brasil após a Segunda Guerra com o marido, Menachem.

Diagnosticada com Alzheimer, a idosanão fala muito. Mas a vacinação da avó emocionou a neta, Debora, que falou ao “RJ1”, da TV Globo:

— É uma mistura de emoção e de fé. (A vacina) é o único tratamento eficaz.

Os 57 residentes do Retiro dos Artistas, na Zona Oeste do Rio, também receberam a primeira dose da vacina ontem. A cantora Zezé Motta, de 76 anos, vice-presidente da instituição, estava entre as imunizadas.

“Obrigada meu Deus, devidamente vacinada, CoronaVac, Instituto Butantan, o meu muito obrigada. Aos 76 anos, hoje, agora, este momento, é um dos mais marcantes na minha vida dura porém cheia de sabor”, declarou a artista em suas redes sociais.

A Prefeitura do Rio estima que até sábado deverá concluir a vacinação de idosos abrigados em instituições de longa permanência.

Pessoas com deficiência que residem em cinco moradias da Prefeitura do Rio também começaram a ser vacinadas nesta quarta-feira.

Entre os atendidos pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, o primeiro a receber uma dose da CoronaVac foi Alexandre dos Santos, de 49 anos, da casa Diogo Carneiro de Lima, em Campo Grande, na Zona Oeste.

De acordo com a secretaria, também foram vacinados funcionários que assistem as pessoas com deficiência das casas inclusivas.

Em Angra dos Reis, a prefeitura também aplicou a vacina nos índios com mais de 18 anos da Aldeia Sapukai, no Bracuí. O primeiro a ser vacinado foi o cacique Aldo Fernandes, de 59 anos.

— Eu já fui infectado pela Covid-19 e fiquei internado 15 dias na Santa Casa. É muito ruim. Estamos muito felizes por estar recebendo a vacina na nossa aldeia, porque o nosso povo terá mais saúde e vai correr menos riscos — comemorou ele.