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Ex-chefe da Pemex nega ter recebido propina da Odebrecht

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CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O ex-presidente-executivo da Pemex Emilio Lozoya negou nesta quarta-feira ter recebido milhões de dólares em suborno da construtora brasileira Odebrecht, no segundo dia de audiências no tribunal sobre acusações de corrupção contra ele.

Lozoya, que foi extraditado da Espanha para o México neste mês, tornou-se uma testemunha-chave nos esforços dos promotores para revelar corrupção no governo anterior, que o presidente Andrés Manuel López Obrador diz estar envolvido em corrupção.

Lozoya foi presidente-executivo da Pemex, empresa estatal de petróleo do México conhecida formalmente como Petroleos Mexicanos, de 2012 a 2016, sob o ex-presidente Enrique Peña Nieto. Lozoya, de 45 anos, negou persistentemente qualquer irregularidade.

Os promotores alegam que, antes de se tornar presidente da Pemex, Lozoya solicitou e recebeu recursos da Odebrecht e canalizou dinheiro para a campanha presidencial de Peña Nieto em 2012.

Na audiência, os promotores disseram que antes das eleições de 2012, Lozoya se encontrou "constantemente" com Luis Alberto de Meneses Weyll, que na época era o presidente-executivo da Odebrecht no México, e prometeu conceder contratos à Odebrecht se Peña Nieto fosse eleito, segundo autoridades judiciais, que informaram remotamente a mídia sobre os procedimentos, porque os repórteres não podem participar devido à pandemia de coronavírus.

A Odebrecht admitiu pagar suborno no México. Os promotores alegaram que Lozoya recebeu 10,5 milhões dólares em propinas da Odebrecht e ocultou o dinheiro em contas bancárias secretas e empresas mantidas por seus familiares.

Lozoya disse ser inocente e que vai "denunciar" os responsáveis pelos crimes, como fez sobre um conjunto separado de acusações na terça-feira.

(Reportagem de Dave Graham)