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Exército é acionado para sanitização em Araraquara, que tem UTIs lotadas e prorroga medidas rígidas

MARCELO TOLEDO
·4 minuto de leitura

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - A proliferação da variante de Manaus do novo coronavírus em Araraquara (a 273 km de São Paulo), que lotou hospitais, obrigou a transferência de pacientes para outras localidades e gerou um lockdown na cidade, fez com que municípios vizinhos adotassem medidas como barreiras sanitárias e toque de recolher para tentar conter a disseminação da doença. Desde domingo (21), Araraquara vive sob um lockdown severo que permitiu o funcionamento apenas de farmácias e unidades de saúde. A medida foi prorrogada, nesta terça-feira (22), até sábado (26), com alguns atenuantes (postos de gasolina e caixas eletrônicos poderão funcionar). Em Gavião Peixoto, cidade que tem uma unidade da Embraer, a prefeitura decretou o fechamento de todas as atividades não essenciais e vetou a circulação de pessoas e veículos, exceto se provarem que estão em deslocamento para atendimento médico. Também adotou toque de recolher das 20h às 5h do dia seguinte e fechou os acessos ao município. "O município terá apenas uma via de acesso à sua área urbana, controlada 24h por dia", diz trecho do decreto do prefeito Adriano Marçal da Silva (PTB). As medidas foram decididas após reunião no último domingo em Araraquara envolvendo prefeitos de cidades da região e autoridades de saúde. Outra cidade a fechar tudo é Santa Lúcia, que implantou lockdown até sexta-feira (26). Segundo o prefeito Luizinho Noli (PL), os municípios da região que estavam seguindo Araraquara continuarão seguindo, dada a gravidade da situação. "Temos hoje em Santa Lúcia 73 pessoas esperando resultado, estão em quarentena. Se 60% confirmar, são mais de 40 pessoas positivadas. Para nós é muito, até porque nossa estrutura, nosso pronto-socorro, não suporta internações. Se alguém precisar de algum suporte maior, é Araraquara que socorre e hoje ela não consegue atender a região", disse o prefeito. Em anúncio em rede social da prefeitura, ele disse que o DRS (Departamento Regional de Saúde) informou ter 18 pessoas à espera de uma vaga para internação na região, o que exige medidas mais rígidas dos governantes. "Quando der uma melhorada, vamos flexibilizar também." A Prefeitura de Ribeirão Bonito, por sua vez, decidiu implementar barreiras sanitárias para controlar os acessos, priorizando a entrada de moradores e profissionais do transporte de cargas. "Só saia da cidade se você estiver em um desses grupos e tiver alguma atividade essencial para realizar e tiver como comprovar isso. Do contrário, fique em casa e colabore", diz comunicado da administração. No último domingo, prefeitos e autoridades de saúde da região central de São Paulo se reuniram para discutir o avanço da doença nos municípios. Edinho Silva (PT), prefeito de Araraquara, falou sobre a gravidade do cenário na cidade e que a nova cepa não estaria somente em seu município. "Ficou demonstrado para os prefeitos da região a necessidade de que também adotassem medidas mais extremas, até porque a questão dos leitos de enfermaria e UTI afetam toda a região", afirmou o secretário de Segurança Pública de Araraquara, João Alberto Nogueira Junior. Ele disse que a adesão da população local ao lockdown foi "muito boa", mas 91 pessoas foram autuadas por não comprovarem o motivo de estarem nas ruas. "As pessoas de forma geral entenderam a necessidade das medidas mais restritivas. Obviamente temos um ou outro problema, mas nas abordagens que temos feito em alguns pontos da cidade com os bloqueios elas conseguem demonstrar que estavam circulando de forma a atender o decreto", disse. A multa por descumprimento é de cerca de R$ 120. Quem foi autuado tem dez dias para conseguir comprovar que não estava transitando de forma irregular nas ruas. Araraquara tem 100% de ocupação em seus leitos de UTI e enfermaria. Pacientes estão sendo transferidos para outras localidades, como Ribeirão Preto (85 km de distância) e Barretos (155 kkm). Uma equipe do Exército, em parceria com a Defesa Civil estadual, está na cidade fazendo a sanitização de postos de saúde, UPA (Unidade de Pronto-Atendimento), hospitais, terminal de ônibus e praças públicas, como forma de combater a Covid-19. O trabalho deve ser concluído domingo. "Nesse momento fazemos apelo para que toda população de Araraquara e região compreendam o momento de dificuldade que estamos enfrentando, com o iminente colapso da saúde, e que entendam que a única forma de controle da pandemia, que é cientificamente comprovado, é o isolamento social, além dos cuidados como máscaras e álcool em gel", disse Nogueira Junior. "Não há vacinação em massa, a única forma é distanciamento e é isso que imploramos às pessoas."