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Como são formadas as ondas gigantes do tsunami?

Redação Notícias
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Getty Images
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Pequenas ou grandes, as ondas que vemos diariamente arrebentarem nas praias são formadas de acordo com condições climáticas, marés e variações de profundidade do oceano, mas como são formados os tsunamis não depende dos mesmos fatores. Mais raros, são outros eventos naturais que diferenciam um tsunami de outras ondas gigantes que também assustam, mas não destroem cidades e podem até ser surfadas por quem tem habilidade (e muita coragem).

O que é um tsunami?

Basicamente, um tsunami se caracteriza por um grande e repentino deslocamento de água, sendo mais frequente em oceanos, mas também podendo ser formado em mares e grandes lagos ao redor do planeta. Dependendo de sua força, é capaz de invadir quilômetros de terras litorâneas com ondas incontroláveis que arrastam tudo o que encontram pela frente.

O termo é comumente traduzido do japonês como “onda de porto”, mas nas últimas duas décadas o mundo viu que sua devastação pode ir muito além de zonas portuárias. Em 2004, mais de 220 mil vidas foram levadas por um tsunami no Oceano Índico, principalmente na Indonésia, enquanto em 2011, o Japão viu ondas gigantes invadirem seu território, matando cerca de 15 mil pessoas e causando a explosão de reatores da Usina Nuclear de Fukushima.

Como são formadas as ondas gigantes do tsunami?

Apesar dos fatores responsáveis por como são formados os tsunamis poderem variar, em 99% dos casos registrados até hoje, foram grandes abalos sísmicos submarinos que os iniciaram. Ou seja, quando placas tectônicas do assoalho oceânico se movimentaram de maneira tão brusca que foram capazes de deslocar grandes volumes de água em altíssimas velocidades. Estima-se que o tsunami do Japão tenha atingido 40 metros de altura e viajado a 700 km/h em alto mar.

Por isso, os maiores desastres do tipo foram vistos em países localizados próximos a junções entre placas tectônicas. O território japonês, por exemplo, se ergue entre as placas euroasiática, norte-americana, pacífica e filipina, registrando abalos sísmicos diariamente, mesmo que a maior parte deles seja imperceptível à população.

Entretanto, não são apenas os terremotos (ou maremotos, no caso) os responsáveis por como são formados os tsunamis. Erupções vulcânicas seguidas de grandes deslizamentos de terra para dentro da água e impactos massivos sobre a superfície oceânica, como os causados por asteroides, também podem gerar ondas gigantes destrutivas.

De acordo com um estudo realizado entre a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisadores portugueses, o grande terremoto que destruiu a cidade de Lisboa em 1755 provocou um tsunami que viajou de Portugal ao Brasil, sendo testemunhado principalmente no litoral nordestino, mas também no sudeste brasileiro.