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Europeus serão controlados em fronteiras externas à UE

Bandeiras da União Europeia

Os europeus serão alvo de controles sistemáticos nas fronteiras externas à União Europeia (UE), após a adoção na Eurocâmara, nesta quinta-feira (16), de uma nova legislação que busca lutar contra os "combatentes estrangeiros" que voltam ao Iraque e à Síria.

Entre 2.000 e 2.500 europeus seguiram para esses dois países, onde foram lutar junto a grupos extremistas, segundo um relatório de dezembro do coordenador da UE contra o terrorismo.

Atualmente, apenas os cidadãos de países fora do bloco são submetidos a controles sistemáticos ao entrar na UE, mas não ao sair.

Aprovada por 469 votos a favor, 120 contra e 42 abstenções, a nova legislação estende esses controles aos cidadãos europeus, submetidos atualmente a uma simples verificação de seu documento de identidade ao entrar no bloco.

Além disso, todas as pessoas, independentemente de sua nacionalidade, também passarão por controles ao sair, assim que as novas regras entrarem em vigor, ou seja, 20 dias depois de sua publicação no Diário Oficial da UE.

Esses controles deverão ser realizados em todos os países, nos quais é aplicado o Código de Fronteiras de Schengen. Reino Unido e Irlanda não estão relacionados.

Em caso de longas filas de espera nas fronteiras marítimas e terrestres, assim como nas fronteiras aéreas, os controles poderão ser "seletivos", afirmou a Eurocâmara.

Os deputados também aprovaram uma norma, que inclui "viajar para o exterior para se unir a um grupo terrorista, ou voltar para território da UE, com o objetivo de executar um ataque terrorista" na lista de "atos preparatórios" de "ações terroristas".

Salvo Reino Unido e Irlanda, os países da UE deverão modificar sua legislação com essa diretiva e, portanto, considerar as ações como delitos.