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Europa testa sistema de controle de tráfego aéreo mais "limpo"; entenda

·2 min de leitura

A ESA (Agência Espacial Europeia) assinou um acordo com a empresa de satélites Inmarsat e o European Satellite Services Provider, órgão europeu que controla o tráfego aéreo no Velho Continente, para a criação de um novo sistema de monitoramento de voos na região. O plano é de introduzir uma alternativa que seja mais limpa do ponto de vista da emissão de gases, utilizando radares mais precisos e que possam determinar rotas mais eficientes aos aviões.

O sistema Iris, como é chamado, utiliza satélites para a transmissão de dados com os aviões, como se fosse um complemento ao que já acontece com a comunicação padrão feita hoje em terra. A diferença é que a novidade vai atualizar os relatórios de maneira digital e em tempo real, auxiliando os pilotos a utilizarem novas rotas, sempre buscando o caminho mais eficiente e que gaste menos combustível.

A ESA realizou testes com o Iris em 2018 na Europa e, mais recentemente, nos Estados Unidos, em um voo realizado por um Boeing 737-9 da Alaska Airlines. Esses exercícios foram necessários para que a FAA (a ANAC dos EUA) possa certificar esse sistema para uso no país em um futuro próximo.

(Imagem: Divulgação/ESA)
(Imagem: Divulgação/ESA)

"O programa Iris muda o panorama da indústria da aviação, fornecendo a mais avançada tecnologia para complementar as comunicações e enfrentar o desafio de criar viagens mais verdes e sustentáveis. O ESSP tem trabalhado neste importante programa com a Inmarsat e a ESA há vários anos e estamos orgulhosos de agora expandir nossa parceria. Forneceremos toda nossa experiência na implementação e operação de serviços de missão crítica para garantir que a Iris ofereça a mais alta qualidade de serviço a todas as partes interessadas da aviação", disse Charlotte Neyret, CEO da European Satellite Services Provider, em comunicado.

Com a assinatura do acordo entre as três partes, a expectativa é de que os testes finais acelerem e, enfim, caminhem para a certificação da EASA (Agência Europeia para a Segurança da Aviação).

Fonte: Canaltech

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