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Europa será a mais afetada em desaceleração global, diz OCDE

Vista de Frankfurt, Alemanha

Por Leigh Thomas

PARIS (Reuters) - A economia global deve evitar uma recessão no próximo ano, mas a pior crise energética desde os anos 1970 desencadeará uma forte desaceleração, com a Europa sendo a mais afetada, disse a OCDE nesta terça-feira, pedindo a bancos centrais que continuem elevando os juros.

O crescimento econômico mundial deverá desacelerar de 3,1% este ano para 2,2% no próximo, antes de acelerar para 2,7% em 2024, disse a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, elevando marginalmente sua previsão para 2022.

"Nosso cenário central não é uma recessão global, mas uma desaceleração significativa do crescimento para a economia mundial em 2023, bem como uma inflação ainda alta, embora em declínio, em muitos países", disse o economista-chefe interino da OCDE, Álvaro Santos Pereira, no mais recente relatório Perspectiva Econômica.

A OCDE disse que a desaceleração global está afetando as economias de forma desigual, com a Europa sendo a mais afetada uma vez que a guerra da Rússia na Ucrânia atinge tanto a atividade comercial como provoca um pico nos preços da energia.

A organização prevê que a economia da zona do euro desacelerará de 3,3%este ano para 0,5% em 2023, antes de se recuperar para expandir em 1,4% em 2024. Isto foi ligeiramente melhor do que na última perspectiva da OCDE em setembro, quando foi estimado um crescimento de 3,1% para este ano e de 0,3% em 2023.

Fora da zona do euro, a economia britânica deve encolher 0,4% no próximo ano, uma vez que enfrenta o aumento das taxas de juros, alta de preços e a confiança fraca. Anteriormente, a OCDE esperava um crescimento de 0,2%.

A economia dos Estados Unidos deve resistir melhor, com o crescimento estimado em 1,8% este ano e desacelerando para 0,5% em 2023, antes de subir para 1,0% em 2024. A OCDE esperava anteriormente um crescimento de apenas 1,5% este ano na maior economia do mundo e sua estimativa para 2023 permaneceu inalterada.

A China, que não é membro da OCDE, é uma das poucas grandes economias que deve registrar aceleração do crescimento no próximo ano, após uma onda de lockdowns contra a Covid. O crescimento foi estimado em 3,3% este ano, indo para 4,6% em 2023 e 4,1% em 2024, em comparação com as previsões anteriores para 2022 de 3,2% e 4,7% para 2023.

Com os preços da energia provavelmente permanecendo altos, a OCDE disse que os bancos centrais devem continuar aumentando as taxas de juros para combater a inflação, com sinais de que os primeiros aumentos no Brasil e nos Estados Unidos estão dando frutos.

A OCDE calcula expansão do Brasil de 2,8% este ano, caindo a 1,2% em 2023 e 1,4% em 2024