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Europa já começa a preparar reforço de vacinação contra a Covid-19

·3 minuto de leitura

BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - Países europeus já se preparam para dar uma terceira dose de reforço da vacina contra Covid-19 no segundo semestre deste ano. A hipótese, que começou a ser discutida em fevereiro, vem ganhando espaço com a disseminação de variantes mais contagiosas, como a delta (identificada primeiramente na Índia).

Ensaios clínicos para verificar qual dos imunizantes funcionaria melhor começaram nesta semana em 18 cidades do Reino Unido. Pesquisas adicionais são necessárias porque, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), os dados disponíveis até agora sobre as vacinas não permitem avaliar a necessidade, o risco e o benefício de uma terceira dose.

"Ensaios clínicos de imunizantes anti-Covid começaram há apenas um ano, e a possibilidade de acompanhar a vacinação em populações é ainda mais recente. Ainda não é possível saber por quanto tempo dura a proteção oferecida com as doses regulares, se um reforço adicional será benéfico ou, se for esse o caso, para quais populações", afirmou a entidade.

O estudo britânico, batizado de Cov-Boost, vai acompanhar voluntários com mais de 30 anos que já receberam duas doses de vacina. Parte deles receberá um placebo, enquanto outros grupos receberão um imunizante, que pode ou não ser o mesmo que eles já tomaram antes.

Serão testados os imunizantes já aprovados para uso no país (AstraZeneca, Pfizer e Janssen, também aplicadas no Brasil, além do da Moderna) e a equipe estuda a possibilidade de já incluir vacinas que estão em avaliação pelo Reino Unido: Novavax, Curevac e Valneva.

Os pesquisadores vão avaliar a segurança dessa dose de reforço (as reações que ela provoca no organismo) e a resposta imunológica. Também serão testados os efeitos de meia dose, que permitiria alcançar o dobro de pessoas com a mesma quantidade de vacinas.

Resultados iniciais devem começar a sair em setembro, mas o experimento deve se prolongar pelo próximo ano. Enquanto aguarda os resultados, o governo britânico já começou a preparar a "campanha de revacinação", segundo relatório da chefe do programa de vacinação inglês, Emily Lawson, feito para o sistema público de saúde.

Na entrevista em que adiou o fim das restrições contra a Covid-19, nesta segunda (14), o primeiro-ministro Boris Johnson disse que as autoridades de saúde estão atentas ao risco de uma piora da pandemia com a aproximação do inverno. Um reforço para pessoas mais vulneráveis poderia aproveitar a campanha de imunização contra a gripe.

Na Espanha, o governo deve avaliar a necessidade de uma terceira dose no final do verão, quando espera ter cumprido a meta de imunizar completamente 70% da população. Imunologistas espanhóis também consideram muito cedo para decidir sobre um eventual reforço, mas a possibilidade de novas variantes e o desenvolvimento específico de vacinas contra elas pode justificar uma nova rodada de vacinação em 2022.

Países do Golfo Pérsico, como os Emirados Árabes Unidos, um dos que mais rapidamente imunizaram sua população, já começaram a oferecer uma terceira rodada de vacinas, com doses da Sinopharm e da Pfizer.

No Brasil, o Ministério da Saúde começou a mapear fornecedores e iniciar tratativas diante de uma possível necessidade de um novo ciclo de vacinação em 2022. Entre as apostas da pasta estão doses da vacina AstraZeneca/Oxford que devem ser produzidas inteiramente pela Fiocruz (e que somariam cerca de 180 milhões no próximo ano, segundo os cálculos da pasta) e da Butanvac, vacina ainda em desenvolvimento pelo Butantan.

Membros do Ministério da Saúde dizem também ter "negociações avançadas" com a Moderna e recebido uma nova oferta da Pfizer com foco em 2022.

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