Mercado fechado
  • BOVESPA

    102.224,26
    -3.586,99 (-3,39%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.492,52
    -1.132,48 (-2,24%)
     
  • PETROLEO CRU

    68,15
    -10,24 (-13,06%)
     
  • OURO

    1.785,50
    +1,20 (+0,07%)
     
  • BTC-USD

    54.493,64
    -3.224,05 (-5,59%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.365,60
    -89,82 (-6,17%)
     
  • S&P500

    4.594,62
    -106,84 (-2,27%)
     
  • DOW JONES

    34.899,34
    -905,04 (-2,53%)
     
  • FTSE

    7.044,03
    -266,34 (-3,64%)
     
  • HANG SENG

    24.080,52
    -659,64 (-2,67%)
     
  • NIKKEI

    28.751,62
    -747,66 (-2,53%)
     
  • NASDAQ

    16.051,00
    -315,00 (-1,92%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3485
    +0,1103 (+1,77%)
     

Europa enfrenta carência de 400 mil caminhoneiros

·3 min de leitura
O caminhoneiro britânico Dean Arney em seu veículo em Ashford, Inglaterra, em 5 de outubro de 2021 (AFP/Adrian Dennis)

A Europa enfrenta uma escassez de 400 mil caminhoneiros, e as empresas de transporte têm dificuldades em recrutar, devido aos baixos salários e às difíceis condições de trabalho.

A escassez já era sentida antes da crise sanitária global, mas foi exacerbada pela recuperação econômica pós-pandemia. O impacto foi especialmente sentido no Reino Unido, onde, junto com os efeitos do Brexit, esta carência desencadeou uma crise de desabastecimento.

Mas todos os países estão sendo afetados. A Polônia, por exemplo, tem um déficit de mais de 120 mil caminhoneiros; a Alemanha, de cerca de 60 mil; e a Espanha, de 15 mil, de acordo com um estudo da consultoria britânica Transport Intelligence (TI).

"As razões são múltiplas", diz à AFP Violeta Keckarovska, que produziu o estudo da TI.

"A população de motoristas envelheceu, os jovens não se sentem atraídos, as condições de trabalho não são boas, e os salários são baixos", explica.

Em alguns países, o fim do serviço militar obrigatório privou as empresas do setor de motoristas treinados.

No grande salão de logística Solutrans, que abriu na terça-feira perto de Lyon (França), vários institutos de formação tentam atrair candidatos, fazendo-os dirigir um grande simulador.

"É uma profissão com enormes responsabilidades" e que evoluiu muito nos últimos anos, destaca Régis Garcia, do centro de formação Aftral.

"Não é necessariamente mais simples, mas muito menos mecânico e físico, e com mais assistência eletrônica", e os motoristas percorrem distâncias menores do que antes, acrescenta.

A inovação tecnológica também pode mudar a situação. A empresa Dyn'Acces tem tido sucesso com a Solutrans, uma plataforma que permite ao motorista em uma cadeira de rodas sentar-se ao volante de um grande caminhão.

- Melhores salários -

Na França, as empresas buscam entre 40 mil a 50 mil motoristas, duas vezes mais do que em 2017, lamenta a Federação Nacional de Transporte Rodoviário, que tem multiplicado seus esforços de comunicação.

Na região de Rhône-Alpes, os motoristas estão entre os cinco empregos mais procurados.

"Dizemos às empresas que devem refletir sobre sua marca, sobre o bem-estar no trabalho, que é preciso bônus, mentoria. Saber recrutar também é saber cuidar dos salários", afirma Marina Verbaere-Grobel, da agência de empregos regional.

A busca inclui jovens, assalariados em reconversão e desempregados. As mulheres, que representam uma ínfima parte dos motoristas, também são "muito procuradas".

A formação custa entre 4.500 e 7.000 euros (5.400 a 8.400 dólares), às vezes custeada pelo empregador, ou com ajudas públicas. A licença para conduzir carreta pode ser tirada a partir dos 21 anos. Alguns jovens são atraídos.

"Você não tem um chefe do lado e prefiro andar fora do que no centro da cidade", diz Pierre Nguembou, de 29 anos, um ex-entregador de Toulouse.

O futuro motorista tem horas extras para melhorar sua renda.

Parte da solução atualmente é decidida entre as transportadoras e os sindicatos. Em suas negociações, os representantes dos trabalhadores reivindicam medidas para melhorar a saúde e o bem-estar dos caminhoneiros e um aumento de 10% dos salários, que começam com o salário mínimo.

As organizações patronais são a favor de um aumento de 3,5% a 4,5%, de acordo com o sindicato CFTC.

"A pirâmide etária é muito forte no transporte (...) Vamos ter dificuldades, como se viu com o Brexit", alerta Thierry Douine, da CFTC.

"Pedimos equilíbrio entre a vida profissional e privada. Ninguém quer trabalhar todos os fins de semana, todas as noites, todos os feriados. Queremos rodízios, para que as pessoas tenham qualidade de vida no trabalho", comenta Douine à AFP.

tsz-cha/pn/els/mas/zm/mr/tt

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos