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Europa deixa US$ 2 trilhões em ajuda para pandemia na mesa

Alexander Weber
·2 minutos de leitura

(Bloomberg) -- A maior arma do arsenal da Europa para combater o colapso econômico causado pelo coronavírus ainda não encontrou o alvo.

Menos de 15% dos fundos disponibilizados pelos governos via bancos em garantias de empréstimos para empresas foram utilizados, segundo dados de sete das maiores economias da Europa compilados pela Bloomberg News. Isso significa que mais de 2 trilhões de euros (US$ 2,3 trilhões) - uma quantia maior do que o PIB da Espanha - ainda estavam disponíveis para serem distribuídos em 18 de junho.

Os problemas dos programas ameaçam atrasar a recuperação da grave recessão, especialmente na Itália e no Reino Unido, já que as garantias eram vistas como essenciais para manter pequenas e médias empresas em operação. Empresas de maior porte, como Air France-KLM e Renault, receberam resgates sob medida ou conseguiram vender títulos.

O feedback inicial sobre as garantias sugere que “a implantação é lenta e que as empresas que precisam podem não se beneficiar delas”, disse Christoph Leitl, presidente da Eurochambres, uma associação com sede em Bruxelas que representa mais de 20 milhões de empresas. “Precisamos de determinação e entrega para garantir o capital de giro necessário para empresas que enfrentam o pesado legado de meses de desaceleração econômica e, ao mesmo tempo, iniciam suas atividades.”

O lançamento não foi ineficaz em todos os lugares. A Espanha avalia um aumento significativo de seu fundo de garantia de empréstimos após o programa atrair grande demanda. Na Suíça, bancos reduziram a burocracia e rapidamente atingiram a meta do governo de processamento em 30 minutos.

As garantias de empréstimos fizeram parte de uma campanha de autoridades globais para limitar o impacto que, segundo a OCDE, deve resultar em queda de 6% do PIB global neste ano; França, Itália e Reino Unido devem registrar retração superior a 11%. Com aumento dos pedidos de recuperação judicial e um período sustentado de desemprego pela frente, o grupo com sede em Paris instou autoridades a manterem o apoio até o crescimento ganhar força.

“Muitos dos programas são realmente experimentais”, disse Nicolas Veron, especialista sênior do think tank Bruegel, em Bruxelas. “Avaliar quanto é necessário é extraordinariamente difícil por causa da natureza sem precedentes do choque.”

Reclamações de empresas

O uso limitado das garantias envolveu questões do lado da oferta e da demanda. Havia burocracia excessiva, juros altos e relutância dos bancos em conceder crédito, de acordo com pesquisa do grupo de lobby SME United, de Bruxelas. Por outro lado, empresas alemãs, por exemplo, tinham reservas de caixa adequadas, disseram autoridades. A principal autoridade de serviços financeiros da União Europeia prometeu ajuda urgente para colocar todos no caminho certo.

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