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Europa começa a perder batalha para manter economia aberta

Chris Reiter e Catherine Bosley
·3 minutos de leitura

(Bloomberg) -- Líderes europeus, de Londres a Berlim, enfrentam uma realidade alarmante: os lockdowns voltam a ser considerados na agenda, já que a pandemia novamente ameaça o continente.

É um cenário que muitos descartaram após o verão, quando os casos de coronavírus recuavam na Europa e as fronteiras eram reabertas. Uma segunda onda era esperada, mas acreditava-se que uma abordagem direcionada seria suficiente.

Essa sensação inicial de vitória deu lugar à decepção e preparou o terreno para uma crise mais profunda: grandes cidades adotaram toque de recolher e governos centrais entram em confronto aberto com autoridades locais sobre o caminho a seguir.

“Havia esperança de que a segunda onda seria mais fácil de controlar, porque saberíamos como identificar e conter focos com a economia funcionando”, disse Christian Odendahl, economista-chefe do Center for European Reform. “Mas isso não funcionou na Europa.”

Os dados mais recentes da Alemanha, França, Itália e Irlanda mostram recordes de casos, enquanto a Espanha registrou o maior número de novas infecções desde abril. As taxas de hospitalização e mortalidade aumentaram em toda a região.

“Este é um grande desafio para todos os chefes de governo da União Europeia”, disse a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, na noite de quinta-feira após um acordo com outros líderes do bloco para trocar informações com mais regularidade. “A questão de como sairemos desta pandemia determinará a saúde de muitas pessoas. Decidirá quantas pessoas terão que morrer e também determinará nosso desempenho econômico.”

Os líderes têm menos margem para lutar agora, tendo queimado capital político para fechar a economia e apoiar a atividade quando a pandemia ganhou força na primavera da Europa.

As empresas estão mais frágeis, a população está farta das chamadas restrições de “lockdown lite”, e a oposição política já não está passiva.

O governo socialista da Espanha enfrenta autoridades de centro-direita em Madri, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson está cercado por todos os lados. A forma como Johnson tem abordado a pandemia tem minado seu apoio no norte da Inglaterra, onde obteve raros resultados positivos na eleição do ano passado. Agora, está entre as regiões mais afetadas do Reino Unido.

Mesmo Merkel - a rainha das crises na Europa - não conseguiu convencer líderes estatais alemães a aceitarem medidas mais duras durante uma maratona de negociações de oito horas nesta semana.

Também há uma batalha ideológica em jogo entre libertários que não querem restringir a mobilidade e aqueles que dizem que a segurança deve superar todas as outras preocupações, incluindo a economia.

Para Jamie Rush, da Bloomberg Economics, “fazer pouco para conter a propagação pode facilmente acabar custando mais do que um curto lockdown nacional”.

Tudo isso lança dúvidas sobre qualquer recuperação da pior recessão da região de que se tem memória. Isso forçará governos a aumentarem os gastos, pressionando ainda mais as finanças públicas. Bancos centrais, que injetaram estímulos sem precedentes, se preparam para fazer mais.

Apesar do aumento do número de testes, observadores destacam que autoridades na Europa falharam em impor restrições de higiene ou regras de isolamento após o fim dos lockdowns. Durante o verão, muitos viajaram e trouxeram o vírus para casa. A propagação também tem se acelerado porque o clima mais frio leva as pessoas a ficarem em ambientes fechados, preparando o cenário para um inverno difícil.

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