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Europa com duas velocidades indica retomada apenas na Alemanha

Jana Randow
·2 minutos de leitura

(Bloomberg) -- A Alemanha foi o único país da zona do euro a registrar crescimento econômico sólido em setembro. Grande parte do restante da região sentiu o impacto do desaquecimento do setor de serviços.

Embora a retomada do comércio global tenha ajudado o setor a se recuperar da pandemia de coronavírus, o que beneficia a Alemanha voltada para as exportações, muitos países do sul da região dependem mais do turismo e da hospitalidade. Esses setores permanecem gravemente afetados pela crise, especialmente com o aumento dos casos de coronavírus.

Governos alertam contra viagens desnecessárias e impõe novas restrições a restaurantes e bares. Para Espanha e França, isso significa nova queda do PIB do setor privado em setembro, e a atividade na Itália praticamente estagnou.

O índice composto de gerentes de compras da IHS Markit para a zona do euro de 19 países desacelerou para 50,4 em relação a 51,9 em agosto. Embora o número seja um pouco melhor do que a estimativa inicial, indica apenas uma expansão marginal.

“As chances de uma nova desaceleração no quarto trimestre aumentaram claramente”, disse Chris Williamson, economista da IHS Markit. “Muito vai depender se as segundas ondas de casos de coronavírus podem ser controladas e se as restrições de distanciamento social podem, portanto, ser afrouxadas para permitir que a atividade do setor de serviços se acelere novamente.”

A queda do indicador do setor de serviços na Espanha, para 42,4, foi a mais forte da região. A baixa foi generalizada, e apenas a Alemanha registrou crescimento.

Autoridades do Banco Central Europeu têm expressado preocupação com a desaceleração da recuperação econômica, e alguns sugeriram que mais estímulos monetários podem ser necessários.

A inflação é outra preocupação, já que os preços ao consumidor caem novamente. De acordo com a IHS Markit, as empresas cortaram encargos de produção pelo sétimo mês consecutivo.

O Conselho do BCE realizará sua próxima reunião de política monetária em 29 de outubro, embora economistas acreditem que a instituição vai esperar até dezembro antes de aumentar novamente o programa de compra de títulos.

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