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Europa bloqueia doação de 300.000 toneladas de fertilizantes para países pobres, diz Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou a União Europeia (UE), nesta terça-feira (20), de bloquear a doação de 300.000 toneladas de fertilizantes russos aos países que mais precisam deles, em um momento em que Moscou reclama de obstáculos às exportações ocidentais.

"O cúmulo do cinismo é que, mesmo nossa oferta de transferir livremente 300.000 toneladas de fertilizantes russos bloqueados em portos europeus, devido a sanções, para países que precisam deles, permanece sem resposta", criticou Putin em uma cerimônia de credenciamento de cerca de 20 embaixadores.

"Está claro que não querem que nossas empresas ganhem dinheiro, mas nós queremos dar (essas toneladas de fertilizantes), gratuitamente, para os países necessitados", afirmou.

A Rússia, potência mundial de cereais, não pode vender sua produção e seus fertilizantes, por causa das sanções ocidentais que afetam os setores financeiro e logístico.

Em 2021, a Rússia era o primeiro exportador de fertilizantes nitrogenados e o segundo fornecedor de fertilizantes de potássicos e fosforados, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Nesta terça-feira, Putin voltou a criticar as "sanções ilegítimas" adotadas por alguns países do Ocidente "para reforçar a sua posição", as quais "têm consequências negativas para eles mesmos", mas também "para Estados totalmente inocentes (que) sofrem de tal política - em primeiro lugar, os países em desenvolvimento e os mais pobres".

Segundo ele, os países da África, do Sul da Ásia e da América Latina “se veem principalmente afetados pelas restrições ocidentais ao fornecimento de energia, alimentos e fertilizantes russos nos mercados mundiais”.

Essas declarações surgem em um momento em que Moscou questiona, cada vez mais, dois acordos alcançados em julho deste ano, em Istambul, e que permitem a exportação de trigo e de milho da Ucrânia, apesar da ofensiva russa.

O Kremlin afirma, entre outros pontos, que a maior parte dos alimentos ucranianos vai para países europeus, o que Kiev nega.

bur/abx/mab/zm/tt