Eurogrupo e FMI definem desembolso de 43,7 bilhões de euros para a Grécia

Bruxelas, 27 nov (EFE).- O Eurogrupo e o Fundo Monetário Internacional (FMI) decidiram desbloquear nesta segunda-feira 43,7 bilhões de euros de ajuda internacional que a Grécia necessita com urgência para fazer frente a seus pagamentos.

"O Eurogrupo conclui que foram cumpridas as condições necessárias para que os Estados-membros lancem os procedimentos nacionais relevantes requeridos para a aprovação do novo desembolso do fundo de resgate temporário", afirmaram os 17 países do Eurogrupo em comunicado ao término de seu encontro em Bruxelas.

Desta quantia, 34,4 bilhões serão desembolsados em dezembro, dos quais 10,6 bilhões serão destinados ao financiamento orçamentário e 23,8 bilhões serão entregues em bônus do fundo de resgate temporário para capitalizar os bancos.

Os 9,3 bilhões restantes serão pagos a Atenas em três parcelas ao longo do primeiro trimestre de 2013 e estarão condicionados ao cumprimento por parte da Grécia de novos compromissos estipulados com a troika formada por Comissão Europeia, FMI e Banco Central Europeu.

Entre essas medidas está incluída a implementação da reforma tributária pactuada com a troika até janeiro.

"O desembolso está claramente ligado à implementação dos objetivos fixados no memorando de entendimento do resgate. Inclui uma reforma tributária muito grande que deverá estar a ponto de ser iniciada em parte em janeiro e que é crucial para as finanças públicas e essencial para a justiça social", assinalou o vice-presidente econômico da Comissão Europeia, Olli Rehn, em entrevista coletiva.

O desembolso estipulado nesta segunda-feira após 13 horas de reuniões ainda precisa ser aprovado formalmente pelos 17 países do Eurogrupo em 13 de dezembro, após receber o sinal verde de vários Parlamentos nacionais.

Essa decisão estará condicionada, além disso, à revisão de uma "possível operação de recompra de dívida" por parte da Grécia, segundo o documento do Eurogrupo, que não acrescenta mais detalhes sobre essa medida. EFE

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