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Eurodeputados consideram "impossível" ratificar um acordo pós-Brexit a tempo

·2 minuto de leitura
Londres e Bruxelas desejam alcançar um acordo comercial antes que o Reino Unido - que deixou oficialmente a UE em 31 de janeiro - abandone o mercado único europeu e a união alfandegária em 31 de dezembro

Os deputados europeus consideram que será "impossível" ratificar um eventual acordo pós-Brexit a tempo para que entre em vigor no dia 1 de janeiro, depois que os negociadores ultrapassaram a data limite que haviam estabelecido, domingo à meia-noite.

"Os jogos políticos de Westminster nos fizeram perder muito tempo. Agora é impossível que o Parlamento consiga avaliar um acordo antes do fim do ano. Não aprovaremos nenhum texto, isto é algo muito importante", tuitou nesta segunda-feira Manfred Weber, líder da bancada PPE (direita) do Parlamento Europeu.

Weber, que considera necessário não ter pressa no momento de decidir sobre um eventual texto, prometeu que o Parlamento Europeu continuará sendo um "sócio construtivo" e apostou no recurso de "outros procedimentos" para que um eventual tratado possa entrar em vigor, apenas 10 dias antes da ruptura definitiva entre UE e Reino Unido.

Se um acordo for assinado nos próximos dias, este poderia ser aplicado de forma provisória a partir de 1 de janeiro, por exemplo, com uma ratificação a posteriori do Parlamento Europeu.

Mas, de acordo com várias fontes do bloco, esta eventualidade é tecnicamente possível apenas se um compromisso for alcançado antes do Natal. Se isto não acontecer, o cenário do "no deal" parece inevitável.

"Haverá de fato um 'no deal', técnico ou não, mas no dia 1º de janeiro haverá uma grande ruptura, devemos nos preparar para isto", alertou a francesa Nathalie Loiseau (Renew, liberais).

O grupo de eurodeputados que acompanha a negociação para o Parlamento Europeu deve se reunir nesta segunda-feira para "avaliar a situação e discutir sobre as próximas etapas", afirmou seu presidente, o alemão David McAllister (PPE).

O comissário europeu do Mercado Interno, Thierry Breton, afirmou nesta segunda-feira que o Brexit é uma "tragédia" e que "independente do que aconteça, o Reino Unido sairá perdendo".

"Claro que desejo que alcancemos um acordo... acredito que no fim teremos. Mas todo o tempo perdido, estas tergiversações... tudo isto para quê?", declarou Breton à rádio BFM Business.

A negociação, que esbarra particularmente na delicada questão do acesso dos pescadores europeus às águas britânicas, deve ser retomada nesta segunda-feira.

Londres e Bruxelas desejam alcançar um acordo comercial antes que o Reino Unido - que deixou oficialmente a UE em 31 de janeiro - abandone o mercado único europeu e a união alfandegária em 31 de dezembro às 23H00 GMT (20H00 de Brasília).

Sem um acordo, as transações comerciais entre UE e Reino Unido serão administradas pelas normas da Organização Mundial do Comércio (OMC), o que implica tarifas e cotas, algo que afetaria muito as economias já abaladas pela pandemia.

zap/fmi/pz/jvb/zm/fp