Euro recua à espera de dados dos EUA

O euro opera em baixa enquanto os yields (retorno ao investidor) dos bônus da Itália sobem para os níveis mais altos deste ano e os investidores aguardam os dados mensais sobre emprego nos EUA, na sexta-feira (01/02). As perdas, porém, são contrabalançadas por um ajuste de posições de fim de mês depois da máxima em 14 meses diante do dólar atingida na quarta-feira (30).

"Eu acho que o euro continuará bem sustentado no curto prazo e que a atual tendência de alta provavelmente permanecerá", comentou Ian Stannard, estrategista de câmbio do Morgan Stanley em Londres. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, afirmou nesta manhã que a ameaça à existência do euro ficou para trás.

No entanto, o aumento dos yields dos bônus italianos atua como lembrete para os investidores de que as preocupações relacionadas às economias mais fracas da zona do euro e seus bancos persistem. Os yields italianos estão subindo em reação ao nervosismo com as perdas geradas para o banco Monte dei Paschi di Siena como resultado de operações com produtos financeiros estruturados.

Por outro lado, na Alemanha a taxa de desemprego diminuiu para 6,8% em janeiro, com uma queda de 16 mil no número de pessoas desempregadas em comparação com dezembro - que contrariou as estimativas de alta de 10 mil.

Enquanto isso, o dólar da Nova Zelândia mantém os ganhos da madrugada diante da moeda dos EUA, depois de o banco central do país manter a taxa básica de juros em 2,50% e mostrar um tom favorável a um aumento nos juros futuramente. Já a libra do Egito atingiu uma nova mínima recorde desde que o presidente Mohammed Morsi impor um estado de emergência e um toque de recolher em três cidades onde cerca de 50 pessoas morreram em manifestações nos últimos dias. O dólar chegou a subir até 6,7174 libras egípcias.

Às 11h03 (de Brasília), o euro caía para US$ 1,3552, de US$ 1,3588 no fim da tarde de ontem, enquanto o dólar recuava para 91,02 ienes, de 91,41 ienes, e a libra esterlina avançava para US$ 1,5817, de US$ 1,5800. O índice do dólar medido pelo Wall Street Journal estava em 70,700, de 70,675 na quarta-feira (30). As informações são da Dow Jones.

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