Euro cai ante dólar após corte de projeção da Alemanha

O euro caiu nesta sexta-feira ante o dólar pela terceira sessão consecutiva, pressionado pela revisão para baixo nas projeções de crescimento da Alemanha e por um dado melhor do que o esperado sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, que impulsionou a moeda norte-americana.

No fim da tarde em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,2925, de US$ 1,2967 no fim da tarde da quinta-feira. A moeda comum europeia também caiu para 106,65 ienes, de 106,88 ienes na véspera. Já o dólar avançou para 82,50 ienes, de 82,39 ienes no dia anterior. E a libra esterlina recuou para US$ 1,6035, de US$ 1,6051. O índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de rivais, subiu para 70,460 pontos, de 70,335 pontos.

Mais cedo, o Departamento do Trabalho divulgou que a economia dos EUA criou 146 mil empregos em novembro, bem mais do que as 80 mil vagas previstas pelos analistas. A taxa de desemprego caiu para 7,7%, melhor do que a taxa de 7,9% esperada e o nível mais baixo desde dezembro de 2008. Por outro lado, o índice de sentimento do consumidor medido pela Reuters/Universidade de Michigan caiu para 74,5 na leitura preliminar de dezembro, bem abaixo das expectativas dos analistas ouvidos pela Dow Jones, que esperavam uma leitura de 82,0.

Na Europa, notícias sobre a economia da Alemanha afetaram negativamente o humor dos investidores. O Bundesbank, o banco central do país, cortou as estimativas de crescimento local e afirmou que a maior economia da Europa ameaça cair em uma recessão nos próximos meses.

Itália e Grécia também foram destaque. Nesta sexta-feira, o partido liderado pelo ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi retirou seu apoio ao governo do premiê Mario Monti. E na Grécia os maiores bancos do país concordaram em participar do programa de recompra de bônus do governo.

"O fato é que a projeção de crescimento da Europa é ruim e as políticas no bloco estão muito focadas na austeridade, não necessariamente no crescimento", comenta Alvise Marino, estrategista de câmbio do Credit Suisse. "Em termos relativos, os EUA serão mais atraentes no ano que vem", acrescenta.

Nesta sessão, o euro reduziu um pouco suas perdas após relatos de que alguns membros importantes do conselho do Banco Central Europeu (BCE), inclusive o presidente Mario Draghi, são contra um corte na taxa básica de juros. Mesmo assim, a probabilidade de um corte nos juros em 2013 significa que o próximo ano "não será bom para o euro", comenta Stephen Jen, sócio-gerente de fundos de hedge da SLJ Macro Partners LLP. As informações são da Dow Jones.

Carregando...