Euro avança e iene cai após comunicado do G-7

O dólar manteve seu maior nível em 33 meses ante o iene após os ministros e governadores do G-7 divulgarem um comunicado nesta terça-feira, no qual afirmam o compromisso dos membros do grupo com taxas de câmbio determinadas pelo mercado financeiro. A moeda norte-americana permaneceu acima de 94 ienes, com os investidores não tendo novos motivos para comprar a moeda japonesa.

Os comentários da subsecretária do Tesouro dos Estados Unidos, Lael Brainard, mantiveram o iene sob pressão após ela dizer na noite desta segunda-feira que "apoiamos os esforços para revigorar o crescimento e encerrar a deflação no Japão". Segundo analistas, a afirmação foi vista pelos investidores como uma aprovação da recente desvalorização do iene.

O comunicado do G-7 não alterou muito essa visão, apesar de as autoridades reafirmarem que "nossas políticas fiscal e monetária têm sido e continuarão a ser orientadas no sentido de cumprir nossos respectivos objetivos nacionais, utilizando instrumentos domésticos, e não teremos meta para taxas de câmbio".

Já euro avançou ante o dólar e o franco suíço após o presidente do banco central da Suíça, Thomas Jordan, afirmar que fará todo o possível para manter o euro em 1,20 francos suíços.

Por volta das 11h30 (de Brasília), o dólar caía para 94,25 ienes, de 94,35 ienes no fim da tarde de ontem. O euro avançava para US$ 1,3450, de US$ 1,3405, e subia para 126,78 ienes, de 126,54 ienes ontem. A libra era cotada a US$ 1,5610, de US$ 1,5660. O índice do dólar medido pelo Wall Street Journal estava em 71,774, de 71,863. As informações são da Dow Jones.

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