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Euforia global testa visão sobre risco de bancos centrais

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O mundo mal saiu de uma crise sem precedentes, mas bancos centrais já se perguntam se a próxima está a caminho.

De Washington a Frankfurt, o que começou meses atrás como um murmúrio de preocupação se transformou em um coro, pois autoridades analisam se a demanda por risco em vários mercados de ativos poderia sinalizar uma onda vendedora com impacto na recuperação global.

Na semana passada, o Banco Central Europeu e o Banco do Canadá citaram ameaças crescentes, cientes da contenção que se seguiu durante a crise financeira de 2008. E fortes oscilações do Bitcoin após um alerta sobre as criptomoedas do Banco Popular da China mostraram como alguns mercados se tornaram sensíveis.

Pessimistas em instituições monetárias globais podem ver bolhas em quase todos os lugares, de ações a imóveis, enquanto autoridades como o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, argumentam que as ameaças permanecem sob controle.

Os bancos centrais têm certa responsabilidade pelo fervor do mercado financeiro após grandes doses de estímulo e injeções de liquidez para manter as economias à tona. O dinamismo resultante é, pelo menos em parte, um efeito da euforia, aplaudindo uma retomada do crescimento cujo escopo só pode ser imaginado - e os futuros impactos variam de uma expansão benigna a uma espiral inflacionária.

“Onde vemos mais exuberância é em torno das expectativas de crescimento”, disse Max Kettner, estrategista do HSBC, em entrevista à Bloomberg Television. “Particularmente nos Estados Unidos, foram elevadas em enorme grau. Então essa é a exuberância, acho.”

A especulação do mercado causou grande volatilidade ultimamente, com um sobe e desce do Bitcoin, que caiu da máxima acima de US$ 60.000 em abril. Ativos mais tradicionais também são sacudidos: os juros dos títulos alemães, por exemplo, já subiram cerca de 50 pontos-base este ano, perto de entrar em território positivo pela primeira vez em mais de dois anos.

A menção da palavra “exuberância” por Kettner, do HSBC, segue o uso do termo pelo Banco Central Europeu na quarta-feira passada, ecoando o ex-presidente do Fed Alan Greenspan, que em 1996 descreveu a “exuberância irracional” antes do estouro da bolha de Internet.

O BCE destacou a ameaça de contágios econômicos de, por exemplo, uma correção do mercado acionário dos EUA. Autoridades do Banco do Canadá manifestaram preocupação semelhante um dia depois e destacaram o mercado imobiliário, uma vez que as expectativas de contínuo aumento dos preços incentiva as compras.

Três semanas antes, uma reunião de política monetária do Fed discutiu a estabilidade, onde participantes observaram um apetite “elevado” por risco e analisaram os perigos representados pela atividade de fundos de hedge. Em relatório posterior, autoridades do Fed alertaram sobre “vulnerabilidades” e “valores esticados”, exacerbados pela alta dívida corporativa.

Recentemente, o presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, se perguntou se a especulação em ações e Bitcoin pode ser um “sinal de alerta”. E uma autoridade do banco central norueguês disse que a volatilidade das criptomoedas pode ameaçar bancos caso suas exposições continuem aumentando.

A alternativa que autoridades de política monetária possuem é ousar desacelerar os estímulos, correndo o risco de asfixiar a recuperação econômica com um custo correspondente para os meios de subsistência.

Independentemente de como bancos centrais e reguladores financeiros respondam à euforia, sabem que as apostas nunca foram tão altas, com a necessidade de cimentar a recuperação de uma grave crise em um mundo que terá dificuldade para tolerar outra.

Pelo menos as autoridades podem se consolar em reconhecer um ambiente pré-pandemia mais familiar: a última vez que suas preocupações com o risco estiveram tão sincronizadas foi em novembro de 2019, poucas semanas antes de o coronavírus começar a impactar a economia global.

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©2021 Bloomberg L.P.

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