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Euforia de emissões globais começa a preocupar alguns gestores

(Bloomberg) -- Um início de ano frenético para o mercado global de dívida corporativa começa a despertar preocupações de que o entusiasmo pode ter sido exagerado.

Os títulos de empresas com classificação de grau de investimento em todo o mundo já ganharam mais de 3,6% desde o início de 2023, a caminho de um retorno recorde para o mês de janeiro, segundo dados da Bloomberg. E as colocações começaram o ano a todo vapor, com mais de US$ 400 bilhões captados em todo o mundo por emissores com Morgan Stanley e Telecom Italia.

Os gestores arrematam os títulos com rendimentos que eram impensáveis na era de juros próximos de zero nos países desenvolvidos, ao mesmo tempo em que apostam em fundamentos sólidos dos tomadores de grau de investimento, mesmo com as principais economias à beira de uma recessão. Mas alguns investidores começam a questionar se realmente vale à pena seguir o rebanho.

“Esse é o tipo de coisa que tira o nosso sono. Estamos muito perto do consenso”, disse Fraser Hedgley, gestor da Nomura Asset Management. “Isso não significa que o consenso esteja errado, mas temos que ter cuidado com posicionamento próximo ao consenso”, disse. Sua equipe começou a fazer hedging para algumas das “áreas mais sensíveis” de seu portfólio, especialmente de mercados emergentes.

Os mercados ainda estão animados com o otimismo de que a luta contra a inflação está chegando ao fim, reduzindo a necessidade de mais aumentos de juros. O rali da renda fixa baixou o yield médio das notas corporativas globais de grau de investimento para 4,8%, ante um pico de 5,8% em outubro. Os títulos de grau especulativo, mais suscetíveis a perdas em uma recessão, também se valorizaram.

Agora há sinais de que esses ganhos podem perder força. Os prêmios de risco dos títulos, nos dois segmentos, caíram para apenas alguns pontos-base acima da média de 10 anos, apesar das preocupações de uma desaceleração econômica iminente.

“Não é sensato extrapolar o recente desempenho do mercado de dívida em geral como o início de uma tendência sustentável”, disse George Goncalves, chefe de macroestratégia para EUA no MUFG. “Acreditamos que, à medida que a realidade econômica fique clara, pode ser que tenhamos evitado o pior cenário, mas ainda assim provavelmente cairemos em um ambiente negativo para a dívida corporativa.”

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