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EUA, UE e Japão buscam renovar aliança contra práticas da China

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- Estados Unidos, União Europeia e Japão anunciam na quarta-feira a renovação de sua parceria trilateral para enfrentar os desafios apresentados por políticas e práticas antimercado de países como a China, segundo duas pessoas a par do assunto. Os três parceiros planejam se reunir paralelamente à próxima reunião ministerial no fim do mês da Organização Mundial do Comércio, que acontece em Genebra, Suíça, onde terão como objetivo definir um programa de trabalho para as semanas seguintes, disse uma das pessoas.

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As negociações, que se baseiam em uma iniciativa da era Trump com a UE e o Japão, visam estabelecer novas regras internacionais para frear práticas de estatais que distorcem o mercado, confrontar politicas de subsídios prejudiciais e impedir transferências forçadas de tecnologia e roubo de propriedade intelectual.

Um porta-voz do escritório do Representante de Comércio dos EUA não respondeu de imediato a um pedido de comentário. Não foi possível contatar um porta-voz da UE para comentar o assunto.

A iniciativa busca restringir a enorme ajuda estatal da China para indústrias domésticas estratégicas - como aço e alumínio - por meio de benefícios fiscais, subvenções governamentais, subsídios de energia, empréstimos e financiamentos preferenciais, insumos com preços mais baixos e taxas baratas para o uso da terra.

Apoio estatal

O anúncio vem dias depois da cúpula virtual entre o presidente dos EUA, Joe Biden, e o líder chinês, Xi Jinping. Na reunião de 3 horas e meia na noite de segunda-feira, Biden deixou claras suas preocupações com as práticas econômicas antimercado da China, disseram autoridades americanas.

Autoridades em Washington estimam que o governo chinês ofereceu mais de US$ 500 bilhões em subsídios aos principais setores industriais por meio do programa Made in China 2025 e planos industriais relacionados.

O esforço trilateral foi endossado no início do ano pelos ministros do Comércio das sete maiores economias avançadas do mundo, que disseram querer reforçar as regulamentações sobre subsídios industriais e restringir as ações de empresas estatais que distorcem o comércio.

O objetivo do Grupo dos Sete nas negociações, em andamento desde 2017, é chegar a um acordo que venha a ser adotado pelos membros da OMC.

Mas fazer com que a China participe das negociações, que visam restringir o modelo econômico estatal de Pequim, continua sendo um grande obstáculo.

Em julho, o embaixador da China na OMC disse que há espaço para o governo de Pequim participar da iniciativa, mas disse que as novas regras de comércio internacional não deveriam ser negociadas sem o país asiático e então apresentadas como fato consumado.

Se a China decidir entrar, as negociações podem representar a tentativa mais significativa de reescrever as regras da OMC desde o lançamento da fracassada Rodada de Doha em 2001.

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