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EUA traçam plano para impedir que Rússia e China controlem o espaço

Esta foto da NASA divulgada em 10 de junho de 2020 mostra uma visão noturna da Estação Espacial Internacional, que orbita acima do Oceano Índico com a "aurora austral" e um céu estrelado com o navio de reabastecimento Progress 74 da Rússia em primeiro plano em 7 de junho de 2020.

Os Estados Unidos querem impedir a China e a Rússia de controlarem o espaço, e têm aliados, inclusive financeiros, para esse fim, de acordo com uma "estratégia de defesa espacial" divulgada nesta quarta-feira(17) pelo Pentágono.

O documento é o primeiro concebido para desenvolver a estratégia da nova Força Espacial criada pelos Estados Unidos.

Segundo o texto, o objetivo central do Departamento de Defesa é manter a superioridade civil e militar americana no espaço, especialmente em relação às redes de satélite de localização geográfica GPS, essenciais para setores como defesa, emergências, saúde, transporte e serviços financeiros.

Essa superioridade está ameaçada pelo progresso de Moscou e Pequim neste novo domínio militar, onde, como em terra, mar ou ar, os Estados Unidos querem afastar aqueles que o afrontam.

"A China e a Rússia representam uma ameaça estratégica importante na medida em que desenvolveram, testaram e implantaram suas capacidades militares no espaço e sua orientação militar prevê usá-las em casos de conflito", diz o documento.

"Esses dois países consideram permitir ou bloquear o acesso ao espaço como um componente essencial da estratégia nacional e militar", afirmou o Pentágono.

"As doutrinas militares chinesa e russa consideram o espaço importante para a guerra moderna e o uso de armas espaciais como um meio de reduzir a eficácia dos Estados Unidos e de seus aliados e vencer guerras futuras", acrescentou.

A China investiu bilhões de dólares no espaço. Lançou para si e para outros países muitos satélites de observação, geolocalização ou telecomunicações. Em 2007, testou com sucesso uma salva de mísseis terra-ar contra um satélite, de acordo com o Pentágono.

A Rússia anunciou recentemente o início dos testes de um foguete Angara para substituir os antigos Proton. Também acelera seu projeto do míssil balístico intercontinental Sarmat, apresentado como capaz de superar todos os sistemas de defesa antimísseis.

Nessa competição estratégica, os Estados Unidos avançaram ao enviar dois astronautas para a Estação Espacial Internacional em um foguete particular em maio.

A nova estratégia de Washington destaca que o Pentágono deseja multiplicar parcerias com a indústria, com o apoio de aliados.

"O Departamento de Defesa vai promover a participação de nossos aliados e parceiros", observa a nota.