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EUA tentam reparar laços com UE para enfrentar China e Rússia

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, encabeçou uma nova iniciativa em Bruxelas para restaurar os vínculos dos EUA com a União Europeia, incentivando os países integrantes do bloco a ajudar os americanos a confrontar a China e a Rússia.

Em sua primeira visita à capital europeia como representante do Tesouro, Yellen se referiu à parceria e à “ordem internacional baseada em regras” que foi construída após a Segunda Guerra Mundial e citou três países que, segundo ela, colocam essa ordem em perigo.

“Juntos, nós precisamos combater as ameaças aos princípios de abertura, concorrência justa, transparência e responsabilidade”, segundo consta no discurso que Yellen deve apresentar aos ministros das Finanças da UE na segunda-feira.

“Esses desafios incluem práticas econômicas injustas, comportamento maligno e abuso dos direitos humanos na China; os abusos em curso do regime de Lukashenka em Belarus; e o contínuo e crescente comportamento maligno da Rússia”, disse ela em algumas das críticas mais contundentes que já fez até agora contra Moscou e Pequim.

Os comentários ressaltam as intenções do presidente americano, Joe Biden, para reparar ligações transatlânticas severamente prejudicadas sob seu antecessor Donald Trump. O ex-presidente confrontou agressivamente a China em temas econômicos, mas intensificou os conflitos comerciais com a UE e deu pouca ênfase aos direitos humanos. Os EUA agora pedem mais cooperação com a UE em questões econômicas, tributárias e climáticas.

Yellen chegou a Bruxelas no domingo à tarde, após o encontro dos ministros das Finanças e comandantes de bancos centrais do Grupo dos 20 em Veneza, onde as maiores potências econômicas endossaram um plano inovador para reformular as regras sobre tributação global de empresas.

Acordo tributário

O acordo, que as nações pretendem finalizar durante a cúpula de líderes do G-20 em Roma em outubro, visa impedir que grandes corporações tirem vantagem de sedes em jurisdições de baixa tributação por meio de um imposto mínimo global e estabelecer um sistema mais justo de distribuição dos impostos das empresas multinacionais.

Antes de seu discurso na segunda-feira, Yellen conseguiu uma vitória quando a UE avisou que adiaria os esforços para implementar um imposto digital, optando por se concentrar em negociações mais amplas sobre o acordo tributário. Segundo os EUA, o imposto digital planejado pode discriminar gigantes da tecnologia do país e, portanto, violar o acordo tributário pendente.

Yellen não fez referência a essa disputa em seus comentários, mas se dirigiu aos integrantes da UE que se opuseram a um imposto corporativo global mínimo, incluído na proposta. Irlanda, Hungria e Estônia até agora se recusaram a endossar o imposto mínimo, criando um potencial obstáculo devido à necessidade de unanimidade em assuntos tributários dentro da UE.

“Esperamos que todos os estados membros da UE se juntem ao consenso e que a União Europeia avance nessa questão”, disse ela.

O governo Biden conta com a inovação trazida pelo imposto global para bancar uma agenda econômica de US$ 4 trilhões nos EUA.

Yellen deixou claro que os EUA acreditam que os membros da UE devem gastar mais enquanto a economia global estiver ameaçada pela pandemia da Covid-19.

“É importante que a postura fiscal continue dando suporte durante 2022”, disse ela, incentivando os países integrantes do bloco a “considerar seriamente medidas fiscais adicionais para garantir uma robusta recuperação global e doméstica”.

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©2021 Bloomberg L.P.

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