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Governo Trump tem 66 milhões de comprimidos de cloroquina e não sabe o que fazer com eles, diz jornal

Foto: LOUISA GOULIAMAKI/AFP via Getty Images

Os Estados Unidos não sabem o que fazer com o largo estoque de doses de cloroquina e hidroxicloroquina encalhado. Os norte-americanos teriam 66 milhões de comprimidos disponíveis, mas sem destino certo. As informações são do jornal “The New York Times”.

Depois que a agência reguladora de medicamentos (FDA) revogou a autorização emergencial para uso da substância no combate ao novo coronavírus, o país presidido por Donald Trump estuda o destino da carga.

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Segundo o veículo, a decisão da FDA pegou a Casa Branca desprevenida logo após o governo Trump ter aumentado seu estoque de cloroquina em março. A grande quantidade inclui ainda doações de medicamentos por parte de uma gigante farmacêutica e de um laboratório paquistanês não certificado pela FDA.

Inicialmente, Donald Trump foi um dos maiores defensores da cloroquina, mesmo sem a comprovação científica de sua eficácia. Tal qual Trump, Jair Bolsonaro (sem partido) insistiu no uso da cloroquina a ponto de criar atrito com Nelson Teich, ministro da Saúde que pediu demissão da pasta no dia 15 de maio.

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O Ministério da Saúde do Brasil, comandado interinamente pelo general Eduardo Pazuello, minimizou a decisão da FDA relativa à cloroquina e segue recomendando o uso do medicamento para o tratamento de alguns casos da Covid-19.

Dexametasona

O bom desempenho da dexametasona, apontado por pesquisa realizada pela Universidade Oxford, para auxiliar pacientes com quadros graves do novo coronavírus causou uma onda positiva no mundo. Contudo, especialistas alertam que o corticoide, que é utilizado por pacientes com asma e retinite, também possui seus riscos.

De acordo com pesquisadores, o tratamento com esse medicamento reduziu em até um terço o risco de morte dos pacientes entubados usando respiradores mecânicos; e em um quinto para pessoas que estavam recebendo oxigênio suplementar para combater a Covid-19.

Além do bom desempenho apontado pelo estudo, a dexametasona ainda tem a vantagem de ser um remédio barato. Ainda assim, usá-la de forma imprudente, sem a indicação de um médico, pode agravar a doença e, consequentemente, a pandemia.

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