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EUA suspende pacto comercial com Mianmar após fim de semana sangrento

·4 minuto de leitura

Os Estados Unidos suspenderam nesta segunda-feira (29) um acordo comercial com Mianmar, onde manifestantes contra o golpe militar voltaram às ruas, apesar da repressão sangrenta no fim de semana que deixou mais de 100 mortos.

O último sábado, Dia das Forças Armadas birmanesas, foi o dia mais sangrento desde o golpe de 1º de fevereiro, quando o exército do país derrubou a líder civil Aung San Suu Kyi, matando pelo menos 107 pessoas, incluindo sete crianças, segundo a ONU.

Mais de 450 pessoas morreram desde então na repressão diária aos protestos, de acordo com o último balanço da Associação de Ajuda a Presos Políticos (AAPP), uma ONG local.

Diante da repressão no fim de semana, os Estados Unidos suspenderam o Acordo Marco de Comércio e Investimento de 2013 até que a democracia seja restabelecida, disse o governo do presidente Joe Biden.

"O massacre de manifestantes pacíficos, estudantes, trabalhadores, líderes sindicais, médicos e crianças mobilizou a consciência da comunidade internacional", disse sua representante comercial, Katherine Tai.

A decisão retira Mianmar do Sistema Generalizado de Preferências, no qual os Estados Unidos concedem acesso isento de direitos a algumas importações de países em desenvolvimento se cumprirem as regras-chave.

"É absolutamente inaceitável ver violência contra pessoas em níveis tão elevados", disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, que pediu "mais união" da comunidade internacional para "pressionar".

- China pede moderação -

O Conselho de Segurança da ONU também vai discutir a situação do país novamente na quarta-feira, segundo diplomatas.

Nesta segunda-feira, China e Rússia, aliados tradicionais da junta militar birmanesa neste caso, pediram moderação.

"A violência e os confrontos sangrentos não atendem aos interesses de nenhum dos lados", declarou o Ministério das Relações Exteriores da China. O Kremlin, por sua vez, expressou preocupação com o "crescente" número de vítimas civis.

No entanto, a junta não parece se incomodar com as convicções e sanções internacionais.

A televisão Myawaddy, controlada pelos militares, relatou 45 mortes no sábado, justificando a repressão dizendo que os manifestantes usaram armas e bombas contra as forças de segurança.

Apesar do fim de semana sangrento, na segunda-feira, centenas de pessoas manifestaram-se na Prata, na região de Mandalay (centro), com cartazes onde se lia “O povo nunca será derrotado”.

Sessenta jovens de uma cidade no estado de Karen, no leste do país, fizeram seu próprio protesto, acompanhados por suas mães, informou a mídia local. Dois jornalistas foram presos no estado de Kachin.

Desde o golpe, 55 jornalistas foram presos e 25 permanecem na prisão, segundo uma organização local.

Ao mesmo tempo, os funerais das vítimas da repressão continuaram.

Na região de Sagaing (centro), centenas de pessoas prestaram homenagem a Thinzar Hein, um estudante de enfermagem de 20 anos que foi morto a tiros enquanto ajudava equipes de resgate no tratamento de feridos.

- Ataques aéreos no estado de Karen -

O Ministério britânico das Relações Exteriores recomendou que seus cidadãos abandonem o país o mais rápido possível após o "aumento significativo do nível de violência".

No domingo, a embaixada dos Estados Unidos em Yangon pediu a seus cidadãos que limitem os deslocamentos e aconselhou "precaução".

No estado de Karen (sudeste), a União Nacional Karen (KNU), um dos principais movimentos rebeldes das minorias étnicas do país, foi alvo de ataques aéreos durante o fim de semana, os primeiros em 20 anos.

Os ataques deixaram quatro mortos e nove feridos, segundo Hsa Moo, ativista dos direitos humanos da etnia karen. Quase 3.000 pessoas fugiram da região no domingo e atravessaram a fronteira com a Tailândia.

Um menino birmanês sobreviveu milagrosamente a um bombardeio que matou seu pai, ao destruir o casebre da família em um território karen, perto da fronteira tailandesa, informou nesta segunda uma fonte humanitária.

Segundo a ONG local Associação para a Assistência aos Presos Políticos (AAPP), ao menos 459 teriam morrido.

O primeiro-ministro tailandês, Prayut Chan-o-Cha, disse à imprensa em Bangcoc que o Exército do país está preparado para mais chegadas de birmaneses.

No entanto, cerca de 2.000 pessoas foram repelidas ao se aproximarem da fronteira com a Tailândia, informou a mídia local nesta segunda-feira. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Tailândia negou essas informações.

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