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EUA supera as 600 mil mortes por covid-19

·3 minuto de leitura
Caixão de um homem morto por covid-19 em um crematório em Maryland, nos Estados Unidos, em 1º de maio de 2020

Mais de 600 mil pessoas morreram de covid-19 nos Estados Unidos, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins nesta terça-feira (15), um lembrete de que centenas de norte-americanos continuam morrendo diariamente pela pandemia, apesar da campanha de vacinação.

Esse "triste marco", como classificou o presidente Joe Biden, ocorre em um momento em que o país tenta retornar à normalidade.

A Califórnia, o estado mais populoso do país, suspendeu nesta terça quase todas as restrições. E 70% dos cidadãos do estado de Nova York já foram vacinados com pelo menos uma dose, permitindo ao governador anunciar o levantamento das últimas restrições.

Os Estados Unidos são de longe o país com o maior número de mortes por coronavírus, segundo a contagem feita pela AFP com base em dados oficiais de todo o mundo, à frente do Brasil e da Índia.

"Ainda estamos perdendo muitas vidas", disse Biden na segunda-feira, "uma verdadeira tragédia". "Meus pensamentos estão com todos aqueles que perderam um ente querido", disse ele em Bruxelas, onde estava para a cúpula da Otan.

"Ainda temos trabalho a fazer para derrotar esse vírus. Agora não é hora de baixar a guarda", acrescentou ele, conclamando os norte-americanos a se vacinarem "o mais rápido possível".

As autoridades promovem a campanha de imunização desde a autorização das primeiras vacinas, em dezembro. Ela atingiu seu auge em abril, com mais de quatro milhões de injeções por dia.

Mas o ritmo diminuiu rapidamente desde então, e aqueles que não foram vacinados permanecem vulneráveis à doença.

Pouco mais de 52% da população dos EUA e 64% dos adultos receberam pelo menos uma dose de um dos três imunizantes licenciados no país, de acordo com as autoridades de saúde.

Biden estabeleceu como meta que 70% dos adultos tenha recebido pelo menos uma dose da vacina até o feriado nacional de 4 de julho.

- Preocupação com a variante Delta -

A Câmara dos Representantes fez um minuto de silêncio na segunda-feira em homenagem aos 600 mil mortos. A marca de 500 mil óbitos foi ultrapassada no final de fevereiro, há pouco menos de quatro meses.

Para efeito de comparação, apenas um mês se passou entre o marco de 400 mil e 500 mil mortes. Portanto, o número de mortes diárias caiu drasticamente, mas ainda está acima de 300 por dia em média, segundo os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), principal órgão federal de saúde pública do país.

E o número de novos casos diários começou recentemente a estagnar em 13 mil.

Nesse contexto, especialistas estão preocupados com a chegada da variante Delta, que apareceu inicialmente na Índia.

“Sua transmissibilidade é maior” e ela “pode estar associada a casos mais graves”, alertou o médico Anthony Fauci na semana passada, durante uma coletiva de imprensa da equipe da Casa Branca à frente da crise sanitária.

Essa variante representa atualmente cerca de 10% dos casos no país. Porém, pode substituir a variante Alpha, que apareceu no Reino Unido, como a dominante.

As vacinas seguem "felizmente" sendo eficazes contra a Delta, esclareceu Fauci. "Uma alta taxa de vacinação é a melhor maneira de combater a variante Delta", tuitou na segunda-feira Ashish Jha, pesquisador da Escola de Saúde Pública da Universidade de Brown, enquanto expressava sua "preocupação" com sua "rápida disseminação".

Cerca de um terço da população norte-americana não planeja se vacinar tão cedo, de acordo com uma pesquisa da Kaiser Family Foundation divulgada no final de maio.

Enquanto alguns dos que rejeitam a inoculação o fazem com veemência, outros estão simplesmente indecisos e as autoridades estão fazendo de tudo para convencê-los, aumentando o número de centros de vacinação e também os meios de chegar até eles.

Alguns estados até criaram loterias para os vacinados, com prêmios que chegam a vários milhões de dólares.

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