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EUA se preparam para inverno difícil frente a pandemia descontrolada

Ivan Couronne
·3 minuto de leitura
(Novembro) Caminhão-frigorífico é transformado em necrotério móvel, em El Paso, Texas

A disponibilidade das primeiras vacinas contra a Covid-19 é iminente, mas o inverno se anuncia crítico nos Estados Unidos, onde a pandemia segue fora de controle e poderia causar a morte de mais de 150 mil pessoas entre dezembro e fevereiro, advertiu o principal funcionário da área de saúde do país.

Morrem tantas pessoas atualmente na maior potência mundial quanto no pior momento da primeira onda da doença, durante a primavera local. Mais de 2 mil pessoas têm morrido diariamente nos últimos dias, o que eleva o número oficial de mortos para mais de 273 mil, segundo a Universidade Johns Hopkins.

Embora os médicos já conheçam os melhores tratamentos para a doença e saibam quais os pacientes que podem se recuperar em casa, 100 mil pessoas estão internadas devido à Covid-19, contra 60 mil nos picos de abril e julho, segundo a organização Projeto de Acompanhamento da Covid.

Ao contrário dos picos anteriores, o vírus circula, agora, por toda parte. Metade dos estados mostra uma incidência de mais de 400 casos por semana a cada 100 mil habitantes, limite que levou a um novo confinamento na França.

Poucos estados consideram um novo confinamento, e as restrições são impostas de forma fragmentada, na ausência de uma estratégia nacional por parte do presidente Donald Trump, que se concentra apenas na chegada das vacinas.

- O pior inverno -

"A verdade é que dezembro, janeiro e fevereiro serão tempos difíceis", advertiu ontem o diretor do Centros para o Controle e Prevenção de Enfermidades (CDC), Robert Redfield. "Esse será o período mais difícil na história da saúde pública deste país. Infelizmente, antes de fevereiro poderemos estar nos aproximando de 450 mil americanos mortos."

Segundo a média dos modelos epidemiológicos compilados pelo CDC, no começo de 2021 terá sido registrado um total de 300.000 mortes, cifra que subestima a realidade, uma vez que, contabilizando os óbitos mal diagnosticados ou indiretos, esse número foi superado em outubro.

- Sem coordenação nacional -

O uso da máscara é obrigatório na maior parte do país, mas, no mosaico de restrições locais, lojas, restaurantes e locais de culto permanecem abertos em muitas regiões, com mais ou menos medidas sanitárias, e os únicos governadores que impuseram um toque de recolher foram os de Ohio e Califórnia. Este último anunciou novas medidas hoje, proibindo aglomerações e atividades não essenciais.

Em nível mais local, cidades e condados reagiram interditando a área interna de restaurantes ou fechando escolas, como em Nova York. Outras cidades, como Chicago, pediram aos moradores que permanecessem em casa, exceto para viagens essenciais.

A descentralização política é um orgulho americano, mas, neste caso, foi uma fraqueza, resumiu Anthony Fauci, diretor do Instituto de Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, ao lamentar que tantos locais de reunião permaneçam abertos.

Mas nada parece comover alguns políticos. O governador republicano da Flórida, estado que parece ter superado seu pior pico em novembro, descartou qualquer nova restrição sanitária.

- Obama irá se vacinar -

O governo Trump espera vacinar cerca de 20 milhões de pessoas em dezembro com as vacinas Pfizer/BioNTech e Moderna - se o órgão regulador dos medicamentos as aprovar - e outros 80 milhões em janeiro e fevereiro.

"A vacina será a ferramenta mais importante na luta contra a Covid-19, mas não irá mudar as coisas da noite para o dia", assinalou no Twitter o ex-diretor do CDC Tom Frieden. A imunidade coletiva e o retorno à normalidade poderiam acontecer por volta de abril, maio ou junho, indicou Anthony Fauci, o que significa terem sido vacinados de 70% a 75% dos americanos.

Para convencer a população de que as vacinas são seguras, três ex-presidentes americanos - Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton - declararam que se vacinariam com gosto.

ico/sdu/yo/rsr/lb