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EUA se lança contra taxa sobre serviços digitais de vários países

(Arquivo) Sede da Amazon em Brétigny-sur-Orge, sul de Paris

Os Estados Unidos lançaram uma investigação formal nesta terça-feira sobre as taxas cobradas pelos serviços digitais aplicados em vários países, incluindo as de União Europeia, Reino Unido, Turquia e Índia.

"O presidente (Donald) Trump está preocupado com o fato de muitos de nossos parceiros comerciais estarem adotando regras tributárias que visam injustamente às empresas americanas", disse Robert Lighthizer, representante de comércio dos Estados Unidos (USTR).

"Estamos prontos para tomar todas as medidas para defender nossas empresas e nossos funcionários contra todas as formas de discriminação", acrescentou.

A investigação foi iniciada no âmbito do artigo 301 da lei comercial de 1974, que durante o mandato de Trump foi usada muitas vezes em consulta com indivíduos ou empresas.

Nesse caso, 15 de julho foi definido como o prazo final para o envio de contribuições para o tópico.

A chamada taxa digital é considerada por Washington como um mecanismo discriminatório contra gigantes da tecnologia americana, como Amazon, Google, Apple ou Netflix, e ameaçou retaliar os países que a implementaram.

Após um crescente conflito durante o qual Trump ameaçou aumentar as taxas de vinho francesas, Paris propôs aos Estados Unidos suspender a cobrança dessa taxa este ano enquanto isso, para buscar um acordo.

A OCDE defende há anos uma reforma tributária mais adaptada à economia digital, mas ainda não encontrou um consenso.