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EUA realiza primeiro teste em humanos da vacina contra o coronavírus

Funcionária de hospital transporta testes do novo coronavírus, na cidade alemã de Ludwigsburg

O primeiro teste em humanos para avaliar uma vacina contra o coronavírus teve início em Seattle, informaram as autoridades de saúde dos Estados Unidos na última segunda-feira (16).

Contudo, pode levar de um ano a 18 meses para que a vacina esteja disponível, já que são necessários mais testes.

"O teste em estudo aberto incluirá 45 voluntários adultos saudáveis, com idades entre 18 e 55 anos, durante aproximadamente seis semanas", afirmou o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH) em comunicado.



Esperança

A vacina foi desenvolvida por cientistas e colabores do NIH, num trabalho conjunto com empresa de biotecnologia Moderna, com sede em Cambridge, Massachusetts.

A Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI), com sede em Oslo, Noruega, também direcionou fundos para a implementação do medicamento.

O teste de Seattle estudará o impacto de diferentes doses administradas por injeção intramuscular no braço do paciente, enquanto os participantes serão monitorados quanto a efeitos colaterais, como dor ou febre.

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"Encontrar uma vacina segura e eficaz para prevenir a infecção de SARS-CoV-2 é uma prioridade para a saúde pública", disse Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas.

"Essa primeira fase do estudo, lançada em tempo recorde, é um passo importante para alcançar esse objetivo", acrescentou.

Atualmente, não existem vacinas ou tratamentos aprovados para a Covid-19, que infectou mais de 175.000 pessoas em todo o mundo desde que surgiu na cidade chinesa de Wuham (centro), no final de dezembro. Até o momento, 7.000 morreram em decorrência da pandemia, segundo uma contagem da AFP, a maioria na China, seguida pela Itália.

Os coronavírus são esféricos e têm picos que se sobrassaem em sua superfície, o que lhes dá a forma de uma coroa. As pontas se aderem às células humanas, permitindo que o vírus entre.

Corrida por uma solução

Laboratórios farmacêuticos e de pesquisa em todo o mundo competem para desenvolver tratamentos e vacinas para o novo coronavírus.

Por exemplo, um tratamento antiviral chamado Remdesivir, desenvolvido pela American Gilead Sciences, já está nos estágios finais de testes clínicos na Ásia, e médicos na China relataram que ele demonstrou ser eficaz no combate à doença.

Mas apenas testes aleatórios permitem aos cientistas saber se é realmente eficaz ou se os pacientes se recuperariam sem ele.

Outra empresa americana, a Inovio, que está criando uma vacina baseada em DNA, comunicou que iniciará testes clínicos no próximo mês.