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EUA preocupado com a segurança das vacinas chinesa e russa enquanto aumenta corrida contra o coronavírus

Por Con las oficinas de la AFP
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Pessoas com máscaras passeiam pela rua comercial Togoshi Ginza, em Tóquio, Japão, 1º de agosto de 2020
Pessoas com máscaras passeiam pela rua comercial Togoshi Ginza, em Tóquio, Japão, 1º de agosto de 2020

A autoridade máxima em doenças infecciosas dos Estados Undios manifestou sua preocupação sobre a segurança das vacinas contra a COVID-19 que estão sendo desenvolvidas na China e Rússia, enquanto o mundo procura respostas para uma pandemia que a OMS garante que será sentida por décadas.

Seis meses após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a emergência global, o novo coronavirus matou mais de 680.000 pessoas no mundo e infectou mais de 17,6 milhões, segundo um balanço da AFP com base em fontes oficiais.

A região da América Latina e Caribe registra o maior número de casos de COVID-19 no planeta, com mais de 4,7 milhões de contágios e aproximadamente 195.000 mortes.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro, recentemente recuperado da COVID-19, disse na sexta-feira que provavelmente todo o mundo acabará se infectando com o coronavírus e pediu à população que "o enfrente", afirmando que não há nada a temer.

Suas declarações ocorrem em um momento em que o país lamenta cerca de 92.500 mortes e mais de 2,5 milhões de casos, o segundo mais afetado do mundo, e depois que a companhia aérea brasileira-chilena LATAM anunciou a demissão de pelo menos 2.700 funcionários.

Enquanto isso, na Europa os Estados anunciaram novas restrições e recessões econômicas históricas. A OMS declarou que a pandemia é uma crise "que só se vive uma vez por século" e que seus efeitos serão sentidos por décadas.

Inúmeras empresas chinas lideram a corrida para desenvolver uma imunização contra a doença e a Rússia estabeleceu setembro como data limite para lançar sua própia vacina.

No entanto, o especialista americano em doenças infecciosas, Anthony Fauci, afirmou que é pouco provável que seu país use uma vacina desenvolvida por um destes países, onde os sistemas reguladores são mais opacos do que no Ocidente.

"Espero que os chineses e os russos realmente estejam testando a vacina antes de administrá-la em alguém", disse durante uma audiência no Congresso nesta sexta-feira.

Como parte de seu projeto "Operation Warp Speed", o governo dos EUA pagará aos laboratórios Sanofi e GSK até US$ 2,1 bilhões para desenvolver uma vacina contra a COVID-19, disseram as empresas farmacêuticas.

- Recorde de casos -

Um dos países que participará dos ensaios em grande escala (a terceira e última fase de testes da vacina) da Sanofi é o México, que registrou um novo recorde de casos diários nesta sexta, com 8.458 infecções.

O país norte-americano já é o terceiro mais afetado do mundo pelo vírus, com 46.688 mortos (424.637 casos), superando o Reino Unido.

Na América Latina, a Colômbia também enfrenta um avanço sem freio do vírus, que nesta sexta ultrapassou as 10.000 mortes no país.

Em uma tentativa de conter a propagação da doença, a Bolívia decidiu estender uma quarentena flexível até 31 de agosto, o que significa que suas fronteiras terrestres e aéreas permanecerão fechadas.

A Argentina também parou a flexibilização das medidas de confinamento por pelo menos duas semanas, devido ao aumento de casos.

- Novas medidas -

Estados Unidos, o país mais afetado pela pandemia, com 153.314 mortes e mais de 4,5 milhões de casos, encerrou as viagens não essenciais desde 21 de março até 20 de agosto.

O Congresso da maior economia do mundo, que sofreu uma queda histórica do PIB de 32,9% no segundo trimestre, fracassou em acordar um novo pacote de estímulos poucas horas depois do fim do subsídio de US$ 600 semanais para os desempregados.

Do outro lado, França, Espanha, Portugal e Itália também anunciaram contrações recordes de suas economias no segundo trimestre. O Velho Continente entrou em recessão após uma queda de 12,1% do PIB da zona do euro.

O Reino Unido, que acumula mais de 46.000 mortos (303.181 casos), impôs um novo confinamento nesta sexta-feira para milhões de pessoas no norte da Inglaterra, devido a um surto de casos.

No leste da Ásia, países que haviam controlado a epidemia também enfrentam novos surtos preocupantes.