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EUA podem ter semanas com menor produção de petróleo "shale" devido ao frio

Jennifer Hiller
·3 minuto de leitura

Por Jennifer Hiller

HOUSTON (Reuters) - As baixas temperaturas que têm sido registradas nos Estados Unidos vão atrapalhar a produção de petróleo e gás do país por dias ou até mesmo por semanas, disseram especialistas do setor, à medida que empresas lidam com o congelamento de equipamentos e falta de energia para suas operações.

O Texas produz mais petróleo e gás natural que qualquer outro Estado norte-americano, e operadores locais não estão acostumados a lidar com clima tão frio, diferente do que acontece com aqueles na Dakota do Norte ou no Alaska.

Diversas refinarias no Texas também foram fechadas, embora eventos climáticos raramente impactem significativamente a produção fora da região da costa do Golfo.

Entre 500 mil e 1,2 milhão de barris por dia em capacidade de produção no Estado foram paralisados devido ao clima, com o Texas registrando as mais baixas temperaturas em 30 anos, disseram analistas da Rystad Energy. O efeito cascata do frio provavelmente reduzirá a produção por várias semanas.

Estradas tomadas pelo gelo na Bacia de Permian, maior área de petróleo "shale" dos Estados Unidos, interromperam o transporte de todo tipo de suprimentos, desde areia até cimento, enquanto um blecaute que afetou milhões de moradores do Texas também cortou a eletricidade para as bombas de petróleo e instalações de eliminação de água salgada.

Em alguns casos, as cabeças dos poços congelaram. Também não havia serviço de celular, usado para enviar dados sobre poços.

“Elas (as empresas) não tinham eletricidade disponível para fazer as bombas funcionarem”, disse um dos diretores do órgão regulador estadual da indústria de petróleo, Jim Wright. “Alguns produtores no oeste do Texas tiveram que fechar campos inteiros quando perderam a energia”.

A Chevron disse que a queda generalizada no suprimento de energia levou a "um fechamento significativo da produção de nossos ativos em Permian", enquanto a Exxon Mobil disse que suas operações de xisto na região estavam funcionando com "capacidade reduzida".

A Texland Petroleum, que tem 1.200 poços na Bacia do Permian, começou a sofrer com problemas de energia na manhã de segunda-feira, disse o presidente da empresa, Jim Wilkes. Ele afirmou que espera reiniciar a produção no fim de semana, mas levará uma semana para voltar ao normal.

Dois poços de petróleo da Abraxas Petroleum Corp foram congelados, mas os campos de gás natural da empresa continuaram produzindo, disse o presidente-executivo Bob Watson.

"O tempo dirá quando as coisas voltarão ao normal e quanto trabalho será necessário para essa retomada", disse ele.

Os poços na região do Permian geram grandes quantidades de água, e portanto os fluxos de produção podem congelar facilmente em sua superfície. Isso, junto com a perda de energia elétrica, contribuiu para reduzir produção, disseram analistas da Wood Mackenzie.

"Não há precedente recente para isso, e é realmente devido à severidade e à duração do tempo frio", disse Marc Amons, analista da Wood Mackenzie.

(Reportagem adicional de Gary McWilliams e Swati Verma)

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7519)) REUTERS LC