Mercado abrirá em 8 mins

EUA pedem para coalizão internacional se concentrar no EI

Por Francesco FONTEMAGGI et Omar HASSAN ABDULLA
Los representantes de la coalición internacional antiyihadista, liderada por Estados Unidos, en una reunión en Kuwait, el 13 de febrero de 2018

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, pediu nesta terça-feira, no Kuwait, à coalizão internacional contra o grupo Estado Islâmico (EI) para não baixar a guarda diante da ameaça extremista, alertando que a ofensiva turca na Síria tinha enfraquecido o combate.

A reunião desta coalizão antiextremista dirigida pelos Estados Unidos aconteceu no segundo dia de uma conferência internacional sobre a reconstrução do Iraque, organizada no Kuwait.

"Quando lançamos nossa cooperação" em 2014, "o EI prosperava", lembrou Tillerson. "Hoje, o EI está perdendo", afirmou aos representantes dos 74 países e instituições membros da coalizão.

Mas mesmo que "cerca de 98% do território antes controlado pelo EI no Iraque e na Síria tenha sido libertado", o grupo extremista "continua sendo uma ameaça grave", alertou.

"A comunidade internacional continua tendo que fazer frente a uma ameaça direta dos grupos terroristas armados", insistiu o ministro de Relações Exteriores do Kuwait, o xeque Sabah Khaled Al Sabah.

Neste período pós-EI, as novas tensões na Síria, especialmente com a operação turca contra o enclave curdo de Afrin, no noroeste, complicam a estratégia dos Estados Unidos.

A força curda, alvo da ofensiva de Ancara, foi a principal aliada da coalizão anti-extremista na luta contra o EI na Síria.

Tillerson, que vai viajar nesta quinta e sexta-feira à capital turca, em uma visita que promete ser complicada, afirmou nesta terça que a operação tinha debilitado a luta contra os extremistas do EI.

Essa ofensiva "desviou (a coalizão internacional) do combate contra o EI no leste da Síria", já que "forças (curdas) se dirigiram ao enclave de Afrin", indicou.

Em paralelo, no segundo dia de reuniões da conferência sobre a reconstrução do Iraque, autoridades iraquianas apresentaram garantias jurídicas a doadores e investidores, indispensáveis para reconstruir milhares de casas, escolas, hospitais e infraestruturas destruídas durante anos de conflito.

"O Iraque está aberto aos investidores", garantiu Sami Al Araji, presidente da comissão iraquiana de investimento, diante de cerca de 2 mil representantes de multinacionais, a quem prometeu um nível elevado de proteção.