Mercado abrirá em 24 mins
  • BOVESPA

    111.539,80
    +1.204,97 (+1,09%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.682,19
    +897,61 (+2,00%)
     
  • PETROLEO CRU

    60,68
    +0,93 (+1,56%)
     
  • OURO

    1.722,90
    -10,70 (-0,62%)
     
  • BTC-USD

    51.746,04
    +2.841,80 (+5,81%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.032,96
    +44,86 (+4,54%)
     
  • S&P500

    3.870,29
    -31,53 (-0,81%)
     
  • DOW JONES

    31.391,52
    -143,99 (-0,46%)
     
  • FTSE

    6.666,82
    +53,07 (+0,80%)
     
  • HANG SENG

    29.880,42
    +784,56 (+2,70%)
     
  • NIKKEI

    29.559,10
    +150,93 (+0,51%)
     
  • NASDAQ

    13.128,25
    +73,00 (+0,56%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,8791
    +0,0170 (+0,25%)
     

EUA pede "transparência" dos governos em vacinação contra covid-19

·2 minuto de leitura
Profissional de saúde injeta uma dose da vacina contra o coronavírus Sputnik V em uma professora na cidade argentina de Bernal, perto de Buenos Aires, em 18 de fevereiro de 2021

Os Estados Unidos defendem a "transparência" dos governos na implementação da vacinação contra a covid-19 e consideram "ruins" as ações em benefício de poucos e em detrimento de toda a população, disseram autoridades nesta terça-feira (23) após os escândalos na Argentina, Brasil e Peru.

As autoridades do governo Joe Biden foram enfáticas quanto à necessidade de prevenir e detectar efetivamente "irregularidades" relacionadas ao atendimento público durante uma emergência de saúde, e sobre a "importância" de uma gestão que dê confiança aos cidadãos.

Durante entrevista coletiva por telefone sobre o combate à corrupção na América Latina e Caribe, funcionários do Departamento de Estado foram consultados sobre as recentes polêmicas desencadeadas na Argentina, Brasil e Peru sobre a distribuição de vacinas contra a covid-19, nas quais políticos e personalidades destacadas receberam tratamento preferencial.

Essas ações "são ruins, porque representam uma ameaça contra as populações", disse Heide Fulton, subsecretária de Estado adjunta do Escritório de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Execução da Lei (INL).

Fulton disse que o INL foca o seu trabalho no "fortalecimento" das estruturas estatais para prevenir estes atos.

"Por meio da Divisão Anticorrupção da OCDE, estamos fortalecendo as capacidades profissionais dos policiais e promotores públicos para detectar, investigar e processar a corrupção relacionada à pandemia de covid-19 e crises futuras", garantiu.

México, Chile e Colômbia são os países latino-americanos que integram a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Fulton também disse que outro programa com as Nações Unidas visa apoiar Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Paraguai para "estabelecer plataformas nacionais de aquisições anticorrupção". A ideia é criar redes com foco no “fortalecimento da transparência nas aquisições públicas e na proteção dos denunciantes”, afirmou.

Jon Piechowski, subsecretário de Estado adjunto do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, destacou o papel fundamental da clareza na gestão pública onde há filas e espera pela vacina.

“Nestes casos vemos a importância da transparência em qualquer processo que tenha a ver com um governo”, ressaltou.

“Muita gente quer receber a vacina e se houver um processo aberto, onde as pessoas vejam e entendam quem recebe ou por quais motivos, acho que contribui para um melhor gerenciamento”, acrescentou.

Nesta terça-feira, o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, anunciou um novo Prêmio Internacional para Ativistas Anticorrupção, para reconhecer "as pessoas corajosas que avançam nos esforços anticorrupção".

Entre os 12 vencedores, dois latino-americanos: a Procuradora-Geral do Equador, Diana Salazar, e o chefe da Promotoria Especial contra a Impunidade da Guatemala, Juan Francisco Sandoval Alfaro.

ad/dga/am