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EUA negam apoio ao Brasil na OCDE após promessa de Trump

Samy Adghirni e Justin Sink
Encontro entre Jair Bolsonaro e Donald Trump na Casa Branca, nos EUA, em março de 2019. Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/AFP/Getty Images

O governo dos EUA se recusou a endossar a tentativa do Brasil de ingressar na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), marcando uma reviravolta após meses de apoio público por parte das principais autoridades norte-americanas.

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O secretário de Estado dos EUA, Michael Pompeo, rejeitou um pedido para discutir uma nova ampliaçãoda OCDE, do clube dos países mais ricos, de acordo com a cópia de uma carta enviada ao secretário-geral da entidade, Angel Gurria, em 28 de agosto e à qual a Bloomberg News teve acesso. Na carta, Pompeo deixou claro que Washington apoia apenas as candidaturas de adesão de Argentina e Romênia.

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“Os EUA continuam a preferir a ampliação a um ritmo contido que leve em conta a necessidade de pressionar por planos de governança e sucessão”, afirmou o secretário de Estado na carta.

A mensagem contradiz a posição pública dos EUA sobre o assunto. Em março, o presidente Donald Trump, em entrevista coletiva conjunta com o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, na Casa Branca, declarou apoiou à entrada do Brasil no grupo de 36 países. Em julho, o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, reiterou o apoio de Washington ao Brasil durante uma visita a São Paulo.

Os EUA apoiam a ampliação comedida da OCDE e um eventual convite para o Brasil, mas estão trabalhando primeiro para as entradas de Argentina e Romênia, tendo em vista os esforços de reforma econômica e o compromisso com o livre mercado desses países, disse uma autoridade sênior dos EUA, que pediu para não ser identificada porque não está autorizada a falar publicamente sobre deliberações políticas internas.

O governo brasileiro não respondeu a reiterados pedidos de comentários. Um funcionário da assessoria de imprensa da OCDE em Paris não fez nenhum comentário imediatamente.

O Brasil apresentou seu pedido de adesão à OCDE em maio de 2017.

--Com a colaboração de Simone Iglesias e Geraldine Amiel.