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EUA dizem que não irão 'legitimar outra fraude eleitoral' na Venezuela

·2 minutos de leitura
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Michael Pompeo em audiência no Senado em Washington
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Michael Pompeo em audiência no Senado em Washington

Os Estados Unidos declararam nesta quinta-feira que não irão contribuir para "legitimar outra fraude eleitoral" na Venezuela, afirmação criticada pelo governo de Nicolás Maduro.

Washington, que, juntamente com cerca de 60 países, não reconhece o mandato de Maduro, por considerá-lo resultado de fraude eleitoral, pronunciou-se após o convite de Caracas à ONU e União Europeia para que monitorem as eleições legislativas de 6 de dezembro no país sul-americano.

O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, pediu que "todos os atores democráticos, tanto dentro quanto fora da Venezuela, continuem insistindo nas condições necessárias, internacionalmente aceitas, para eleições livres e justas".

"Nós e nossos parceiros democráticos na Venezuela e a comunidade internacional não contribuiremos para legitimar outra fraude eleitoral realizada pelo governo Maduro", afirmou Pompeo em comunicado.

O secretário de Estado americano disse ontem que 34 países se pronunciaram em favor de um governo de transição na Venezuela, para garantir eleições transparentes. Hoje, ele negou que estas condições estejam dadas, um dia após o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, dizer que existem "amplas garantias" para as eleições de 6 de dezembro e que convidou o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, e o chefe da diplomacia da UE, Joseph Borrell, para participarem como observadores.

Maduro suspendeu esta semana medidas judiciais contra mais de 100 opositores, 26 deles deputados, alguns exilados depois que tiveram sua imunidade retirada, além de vários colaboradores do chefe parlamentar e líder opositor, Juan Guaidó.

Pompeo não acredita que a situação na Venezuela irá mudar com a libertação de uma centena de venezuelanos, "nenhum dos quais deveria ter ficado preso nenhum dia". Ele destacou que Guaidó e outros opositores continuam sendo "ameaçados, perseguidos e acusados pelo regime". Além disso, assinalou, não foram libertados líderes chavistas ou sindicalistas destacados, tampouco membros do Exército.

O secretário de Estado americano lembrou, ainda, que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano foi "designado ilegalmente e permanece sob controle estrito do regime". Afirmou que não há liberdade de imprensa, expressão ou reunião, "condições mínimas para receber uma missão de observação eleitoral internacional confiável".

Em tuíte, Pompeo deplorou o que descreveu como "última tática de Maduro para fazer com que as próximas eleições pareçam livres e justas". O chanceler venezuelano reagiu na mesma rede social, assinalando que o presidente americano, que busca a reeleição em novembro, incentivou seus apoiadores a votarem duas vezes. 

"Que atrevimento do secretário Pompeo ao tentar questionar nossas eleições! Em seu país, a plutocracia dos partidos elitistas governa graças a um sistema eleitoral tão fraudulento e racista que Donald Trump convocou ontem seus apoiadores a votarem mais de uma vez nele. O cúmulo!", criticou Arreaza. 

ad/gm/aa/lb