Mercado fechado
  • BOVESPA

    114.647,99
    +1.462,52 (+1,29%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.798,38
    +658,14 (+1,26%)
     
  • PETROLEO CRU

    82,66
    +1,35 (+1,66%)
     
  • OURO

    1.768,10
    -29,80 (-1,66%)
     
  • BTC-USD

    60.663,94
    -1.363,88 (-2,20%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.464,06
    +57,32 (+4,07%)
     
  • S&P500

    4.471,37
    +33,11 (+0,75%)
     
  • DOW JONES

    35.294,76
    +382,20 (+1,09%)
     
  • FTSE

    7.234,03
    +26,32 (+0,37%)
     
  • HANG SENG

    25.330,96
    +368,37 (+1,48%)
     
  • NIKKEI

    29.068,63
    +517,70 (+1,81%)
     
  • NASDAQ

    15.144,25
    +107,00 (+0,71%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3297
    -0,0741 (-1,16%)
     

EUA multa agentes de inteligência que auxiliaram Arábia Saudita em espionagem

·3 minuto de leitura

O departamento de justiça dos Estados Unidos anunciou que os três ex-agentes de inteligência que auxiliaram o governo dos Emirados Árabes Unidos em uma operação de espionagem contra dissidentes serão multados em um valor total de US$ 1,68 milhão. O acordo feito nos tribunais garante que eles não serão mais investigados nem enfrentarão pena de prisão, em troca da compensação e de outras garantias de cooperação em investigações federais.

Marc Baier, Ryan Adams e Daniel Gericke eram parte do chamado Projeto Raven, iniciativa que envolvia a obtenção de brechas de segurança e criação de sistemas para espionar inimigos do governo emirático e realizar operações de espionagem industrial. A operação foi revelada em 2019 depois que membros do grupo a denunciaram para as autoridades americanas, preocupados com possíveis alvos industriais dentro do próprio país e o compartilhamento de segredos com a monarquia dos Emirados Árabes Unidos.

O trio estava entre os principais especialistas envolvidos no Raven, sendo responsáveis também pelo recrutamento de outros oficiais de inteligência. Além de ativistas, jornalistas, dissidentes e opositores políticos, o projeto também teria sido o responsável por invasões a sistemas de empresas americanas e pela criação de pelo menos dois malwares que permitiriam a invasão de celulares para a obtenção de informações.

De acordo com os documentos relacionados ao processo, Baier, Adams e Gericke estão relacionados à criação de ferramentas chamadas Karma e Karma 2. Elas foram utilizadas para obtenção de credenciais e tokens de autenticação dos usuários mirados, permitindo a invasão de contas de e-mail, perfis em redes sociais e outras contas pessoais. O trabalho, ainda, teria sido realizado a partir de servidores nos EUA e atingido aparelhos cujo sistema operacional foi desenvolvido por uma empresa americana, que não foi citada nominalmente.

<em>Projeto Raven era voltado à espionagem de dissidentes, inimigos políticos, ativistas e jornalistas. Operação dos Emirados Árabes Unidos também envolveu ataques a empresas americanas e a exploração de vulnerabilidades em softwares desenvolvidos no país (Imagem: Rawpixel)</em>
Projeto Raven era voltado à espionagem de dissidentes, inimigos políticos, ativistas e jornalistas. Operação dos Emirados Árabes Unidos também envolveu ataques a empresas americanas e a exploração de vulnerabilidades em softwares desenvolvidos no país (Imagem: Rawpixel)

Entretanto, o processo afirma que a segunda versão do Karma foi criada depois que essa empresa realizou atualizações de software que impediram o funcionamento da primeira. As autoridades americanas chegaram a colaborar com a companhia no desenvolvimento de correções de segurança, enquanto o Projeto Raven também atuava a ponto de, em determinado momento, fazer com que ambas as soluções se tornassem eficazes.

Medida para desincentivar

A decisão de abrir mão de penas de prisão, tomada pelo departamento de justiça, não caiu muito bem. Baier deverá pagar US$ 750 mil, enquanto Adams e Gericke entregarão US$ 600 mil e US$ 335 mil, respectivamente; os três também terão de abrir mão de todas as autorizações de segurança e documentos oficiais do governo que possuírem e ficarão impedidos de trabalharem em empresas de tecnologia, defesa ou que tenham relações com o governo dos Emirados Árabes Unidos.

Originalmente, o trio era acusado de crimes como fraude de computadores e acesso, além de terem violado leis de exportação que impedem negócios entre americanos e certos indivíduos, organizações ou governos sem autorização prévia. Segundo o procurador-geral Mark Lesko, da divisão de segurança nacional do departamento de justiça dos EUA, a decisão é inédita, mas também está relacionada ao tipo de informação e auxílio que os indivíduos podem prestar ao se verem, daqui em diante, obrigados a cooperarem com investigações do FBI e outros órgãos federais.

Apesar disso, a expectativa é de que atitudes desse tipo não se tornem um precedente, já que na visão dos legisladores, a participação em círculos de inteligência do governo não dá passe livre para atividades desse tipo. No caso dos três, mais especificamente, houve ainda o descumprimento de ordens federais para que eles cessassem seu relacionamento com a monarquia emirática, algo que não aconteceu. Acima de tudo, na visão do legislador, a multa alta deve servir para desestimular atividades semelhantes, mesmo que o pagamento oferecido aos especialistas seja alto.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos