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EUA limitam visto de estudante estrangeiro a universidade com aula presencial

Valor, Com Dow Jones Newswires

Medida busca colocar pressão para que as instituições retomem o expediente no país O Serviço de Imigração e Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) disse nesta sexta-feira que estudantes estrangeiros recém-matriculados em cursos oferecidos por instituições de ensino americanas não poderão entrar no país se as aulas forem realizadas apenas virtualmente.

Esse grupo de estudantes poderá obter visto americano apenas se suas escolas certificarem que pelo menos parte dos cursos será ministrada presencialmente a partir do início do próximo ano letivo, em setembro.

As novas regras não valem para alunos com cursos em andamento. Além disso, os recém-matriculados não serão obrigados a deixar os EUA casos suas universidades decidam adotar um modelo de aulas exclusivamente online caso a pandemia de covid-19.

O anúncio do ICE é um novo capítulo da pressão exercida pela Casa Branca para que as instituições de ensino voltem a funcionar normalmente em todo o país, apesar da alta de casos do novo coronavírus em vários Estados americanos.

No início deste mês, o ICE anunciou que forçaria todos os estudantes estrangeiros a deixar os EUA caso as universidades realizassem apenas aulas virtuais.

A ação foi criticada por opositores e aliados, obrigando o governo a recuar. A Universidade de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) entraram com uma ação contra o governo, chamando as regras de “arbitrárias”. Várias instituições de ensino também apresentaram processos em tribunais estaduais.

Antes do anúncio do ICE, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) divulgou novas diretrizes para a reabertura das escolas em todo o país. Entre as medidas, o órgão recomendou que os estudantes respeitem regras de distanciamento social e usem máscaras.

A atualização dos protocolos foi feita após um pedido do presidente Donald Trump, que criticou o órgão por considerar as antigas orientações como “duras” e caras demais, o que inviabilizaria o retorno das aulas presenciais.

Loja da Universidade Harvard, nos EUA

Adam Glanzman/Bloomberg