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EUA impõe sanções aos principais bancos iranianos

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Iraniana observa painel em loja de câmbio na capital Teerã
Iraniana observa painel em loja de câmbio na capital Teerã

O governo dos Estados Unidos impôs, nesta quinta-feira (8), sanções drásticas ao setor bancário do Irã, em um novo e grande passo para paralisar a economia de seu rival, semanas antes das eleições presidenciais em que Donald Trump buscará a reeleição.

O Departamento do Tesouro afirmou que sancionará 18 grandes bancos iranianos, o que pode isolar em grande parte o país de 80 milhões de pessoas do sistema financeiro mundial, em um momento em que tenta enfrentar a pandemia de covid-19.

O governo de Trump não mencionou acusações específicas contra a maioria dos bancos, mas declarou em aspecto geral que todo o setor financeiro iraniano pode ser usado para apoiar o controverso programa nuclear de Teerã e sua "maligna influência regional".

"Nossos programas de sanções continuarão até que o Irã deixe de apoiar atividades terroristas e encerre seus programas nucleares", disse em um comunicado o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin.

Essa estratégia "impediria o acesso ilícito aos dólares americanos", explicou.

O Departamento do Tesouro isentou as transações de bens humanitários como alimentos e medicamentos.

Os diplomatas europeus, no entanto, consideram que as sanções dos Estados Unidos têm consequências humanitárias nefastas, já que poucas instituições de outros países estão dispostas a assumir os riscos de uma ação judicial na maior economia do mundo.

O Departamento do Tesouro aplicará as sanções em 45 dias, dando às empresas tempo para encerrar as transações no Irã. 

Além disso, o prazo provavelmente dará uma chance de aguardar o resultado das eleições de 3 de novembro, com pesquisas que indicam que Trump está atrás do democrata Joe Biden - que apoia o retorno à diplomacia com o Irã. 

Trump seguiu uma política de "máxima pressão" destinada a controlar o Irã, rival dos aliados dos Estados Unidos, Arábia Saudita e Israel. 

O governo de Trump se mobilizou para impedir todas as exportações de petróleo iraniano, ignorando um acordo negociado com o ex-presidente Barack Obama, através do qual o Irã reduziu seu programa nuclear.

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