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EUA fixa nova meta de redução de sal para a indústria alimentícia

·2 minuto de leitura
As autoridades americanas anunciam novas diretrizes para reduzir a quantidade de sal nos alimentos (AFP/JUSTIN SULLIVAN)

As autoridades sanitárias americanas anunciaram nesta quarta-feira (13) novas diretrizes para pressionar a agroindústria a reduzir o sal em seus produtos, um problema de saúde pública em um país onde metade da população sofre de hipertensão.

O objetivo a alcançar no prazo de dois anos e meio consiste em reduzir o consumo médio de sódio de 3.400 mg/diários a 3.000 mg/diários, ou seja, 12% menos do consumido atualmente, explicou em um comunicado a FDA, a agência federal que regulamenta alimentos e medicamentos.

A FDA estima que um americano médio vá consumir então o equivalente a 60 colheradas de sal por ano.

No total, 163 categorias de produtos serão afetadas por estas diretrizes, de pratos congelados a produtos para bebês, passando pelos lanches vendidos em redes de 'fast food'.

Segundo a FDA, os americanos consomem 50% mais sódio do que as doses recomendadas, e 95% das crianças com idades entre 2 e 13 anos ultrapassam o limite recomendado.

Este sobreconsumo provoca doenças como hipertensão e doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes.

"Afeta de forma desproporcional as minorias raciais e étnicas" e a pandemia de covid-19 amplificou ainda mais estas disparidades na saúde, disse a jornalistas a chefe encarregada da FDA, Janet Woodcock.

O prazo até 2024 dá tempo suficiente para as empresas criarem novas receitas e permite que os consumidores alterem suas preferências alimentares, segundo a FDA.

"O sódio tem um papel na tecnologia e na segurança alimentar, aceitamos que as mudanças não vão acontecer de um dia para o outro", explicou Woodcock.

A agência vai acompanhar a aplicação destas novas diretrizes com o objetivo no mais longo prazo de alcançar um consumo de 2.300 mg de sódio diário para as pessoas de 14 anos ou mais.

"Sabemos que inclusive estas reduções modestas feitas lentamente nos próximos anos vão reduzir de forma substancial as doenças relacionadas com a alimentação, melhorar a saúde da população e baixar o custo de saúde", assegurou a FDA.

Mais de uma centena de países têm programas de redução de sódio e várias multinacionais já colocaram em outros mercados os mesmos produtos que vendem nos Estados Unidos, mas com menos sódio.

"Já sabem como fazer", afirmou Susan Mayne, diretora do centro para a segurança alimentar da FDA.

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