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EUA estuda liberar fornecimento de chips à Huawei, publica jornal

Rubens Eishima
·2 minuto de leitura

Após impor regras que ameaçam o suprimento de componentes da Huawei, o governo dos Estados Unidos sinalizou que está disposto a afrouxar as restrições. A notícia foi publicada pelo jornal Financial Times, citando fontes em Washington, e indica que a liberação do fornecimento estaria condicionada a um detalhe: que as peças não sejam usadas pelos negócios 5G da empresa.

Ao que tudo indica, o objetivo dos EUA é manter as sanções apenas na divisão responsável por infraestrutura de telecomunicações, sem afetar o negócio de smartphones da Huawei.

De acordo com um executivo do setor ouvido pelo FT, a concessão de licenças para negociar com a gigante chinesa continua tendo uma resposta pendendo para o não, o que pode ser revertido caso a fornecedora prove que a tecnologia não sirva para as redes [de infraestrutura] 5G.

“Nos indicaram que os chips para dispositivos móveis não são um problema”, afirmou um representante de uma fabricante de semicondutores asiática.

Entenda o caso

As sanções impostas pelos Estados Unidos contra a Huawei começaram restringindo o acesso da fabricante a tecnologias e componentes norte-americanos. Mas em maio deste ano foram ampliadas para atingir pontos da cadeia de suprimento em outros países, caso dos chips HiSilicon Kirin produzidos em Taiwan pela fabricante TSMC, sob encomenda dos chineses.

Em agosto deste, o governo do presidente Donald Trump esclareceu as restrições impostas, proibindo a venda de qualquer componente feito com softwares ou equipamentos norte-americanos à Huawei, independentemente do país de origem da peça. Fabricantes que desejam fornecer itens à marca chinesa precisam solicitar uma licença especial junto ao departamento de comércio norte-americano.

Entre as fornecedoras que teriam obtido licenças do tipo, o Financial Times publicou que apenas um terço das mais de 300 empresas que solicitaram a autorização foram liberadas, incluindo:

  • Samsung Display — telas OLED;

  • Sony e OmniVision — sensores fotográficos;

  • Intel e AMD — processadores para computadores.

Outros segmentos afetados pelas sanções dos Estados Unidos incluem os de memória RAM e de armazenamento — dominados por empresas da Coréia do Sul, EUA e Japão — e o de processadores para celulares, liderado pela norte-americana Qualcomm e pela taiwanesa MediaTek.

Fonte: Canaltech

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